segunda-feira, 1 de julho de 2013

Catolicismo cresce no Brasil


Censo-Menos-católicos-e-mais-pessoas-sem-religião-no-Brasil
O site Zenit.org publicou uma notícia nesta quinta-feira (19/06/13) informando que, a partir dos dados publicados em um dossiê editado pelo Departamento Central de Estatísticas da Igreja, pode-se verificar que a Igreja Católica no Brasil tem demonstrado um alto grau de vitalidade e de funcionalidade: ela mostra números em crescimento e outros em declínio. Com a mudança das próprias estruturas (dioceses, paróquias e agentes de pastoral) a Igreja soube adaptar-se às novas exigências.
Veja:
“Hoje, 84,5% da população é católica: para ser exato 165 milhões de cidadãos brasileiros de 195 milhões.
Comparado com o ano 2001, a densidade paroquial, ou seja, o número dos católicos por paróquia, caiu de 16.444 para 15.255. O número médio de sacerdotes por paróquia pelo contrário cresceu de 1,88 no 2001 para 1,92 no 2011. Em todo o Brasil existem 10.802 paróquias e mais de 20.000 sacerdotes no total.
Ao longo da última década, também os resultados alcançados no campo das vocações e ordenações sacerdotais relataram mudanças. Com um crescimento de 1,41%, em 2011, havia 8.956 seminaristas. Esta evolução também se reflete nos 547 neosacerdotes diocesanos em 2011 (eles são 28,7% a mais do que em 2001).
Também na vida civil, social, educativa e administrativa do País, a Igreja Católica tem uma grande influência. Em 2011, 6.882 escolas católicas de todos os níveis e ordens trabalhavam juntas com cerca de dois milhões de alunos. No total, havia 1.940.299 de estudantes de todos os níveis de educação pertencentes ou administrados por eclesiásticos.
O número de centros sociais e de caridade, tais como hospitais, clínicas familiares ou casas de anciãos, era de 8597”.

A Igreja é a família na qual se ama e se é amado

Oferecemos a tradução do discurso do Papa. 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada destaquei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje eu gostaria de começar algumas catequeses sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Gostaria de fazer com expressões bem presentes nos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II.

Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus

Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (cf. Lc 15, 11-32). O filho mais novo sai da casa de seu pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não se considera digno de ser filho e pensa poder ser acolhido como servo. O pai, em vez disso, corre para encontrá-lo, abraça-o, e lhe restitui a dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.

Qual é este projeto de Deus? É fazer de todos nós uma única família de seus filhos, em que cada um o sinta próximo e se sinta amado por Ele, como na parábola evangélica, sinta o calor de ser família de Deus. Neste grande desígnio encontra a sua raíz a Igreja, que não é uma organização fundada por um acordo com algumas pessoas, mas - como nos lembrou várias vezes o Papa Bento XVI - é obra de Deus, nasceu deste plano de amor que se realiza progressivamente na história. A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão com Ele, à sua amizade, e de fato a participar como filhos seus da sua mesma vida divina. A mesma palavra “Igreja”, do grego Ekklesia, significa “convocação”: Deus nos convoca, nos impele a sair do individualismo, da tendência a fechar-se em si mesmos e nos chama a fazer parte da sua família. E essa chamada tem a sua origem na mesma criação. Deus nos criou para que vivamos em uma relação de profunda amizade com Ele, e ainda quando o pecado quebrou esta relação com Ele, com os outros e com a criação, Deus não nos abandonou. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe o seu amor, acolhe-o. Chamou Abraão para ser pai de uma multidão, escolheu o povo de Israel para estabelecer uma aliança que envolva todas as nações, e enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho para que o seu plano de amor e de salvação se realize numa nova e eterna aliança com toda a humanidade. Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reúne em torno dele uma pequena comunidade que acolhe a sua palavra, segue-o, compartilha a sua jornada, se torna a sua família, e com esta comunidade Ele prepara e constrói a sua Igreja.

De onde nasce então a Igreja? Nasce do gesto supremo de amor na Cruz, do lado trespassado de Jesus, do qual jorram sangue e água, símbolo dos Sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se concretiza no amá-Lo e no amar os outros, todos, sem distinção e medida. A Igreja é a família na qual se ama e se é amado.

Quando se manifesta a Igreja? Comemoramos dois domingos atrás; manifesta-se quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os empurra a sair e começar o caminho de anunciar o Evangelho, difundir o amor de Deus.

Ainda hoje tem gente que diz: "Cristo sim, Igreja não". Como aqueles que dizem "eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes". Mas é precisamente a Igreja que nos traz Cristo e que nos leva a Deus; a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Claro, tem também elementos humanos; naqueles que a compõem, Pastores e fieis, há falhas, imperfeições, pecados, também o Papa os tem e muitos, mas o bonito é que quando nos damos conta de sermos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, quem sempre perdoa. Não esqueçam: Deus sempre perdoa e nos recebe no seu amor de perdão e de misericórdia. Alguns dizem que o pecado é uma ofensa a Deus, mas também uma oportunidade de humilhação para dar-se conta de que existe algo mais bonito: a misericórdia de Deus. Pensemos nisso.

Perguntemo-nos hoje: o quanto eu amo a Igreja? Rezo por ela? Me sinto parte da família da Igreja? O que eu faço para que seja uma comunidade na qual cada um se sinta acolhido e compreendido, sinta a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida? A fé é um dom e um ato que nos afeta pessoalmente, mas Deus nos chama a viver a nossa fé juntos, como família, como Igreja.

Peçamos ao Senhor, de maneira especial neste Ano da Fé, que as nossas comunidades, toda a Igreja, sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivem e transmitem o calor de Deus.

Plano Real faz 19 anos com tomate 1.716% mais caro


Preço das tarifas de ônibus urbano foi outro grande vilão, com alta de 684%; em São Paulo, valor subiu de R$ 0,50 em 1994 para R$ 3 atualmente 

SÃO PAULO - Famoso por ter conquistado a tão sonhada estabilização da economia brasileira, o Plano Real completa 19 anos nesta segunda-feira, dia 1. Criado em 1994 pela equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, durante o governo Itamar Franco, a nova moeda conseguiu o que vários outros planos econômicos não alcançaram: debelar a hiperinflação.
Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Weller, especialista em História Econômica, o êxito do Real se deve a três questões principais: liberalização comercial, câmbio estável e desindexação.
A liberalização comercial foi basicamente uma grande abertura do país ao capital estrangeiro. A medida veio acompanhada de uma taxa de câmbio estável, aumentou a concorrência aos produtos brasileiros e pressionou os preços para baixo.
Já a desindexação da economia consistiu em reduzir mecanismos de repasse automático da inflação, como os gatilhos salariais, que não permitiam que os preços se estabilizassem.
A inflação chegou a 916,46% no ano de 1994 e foi estabilizada em níveis baixos nos anos seguintes, mas não deixou de existir.
Entre 1994 e 2013, a taxa acumulada, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 332,33%. Alguns produtos, como o tomate, que se causou polêmica nas listas de compras no início deste ano, está no topo da lista dos produtos que mais subiram de preço: segundo o IBGE, o aumento acumulado é de 1.716,2% nos últimos 19 anos.
O preço das tarifas de ônibus urbano foi outro grande vilão, com alta de 684%. Em São Paulo, a tarifa subiu de R$ 0,50 em 1994 para R$ 3 atualmente.
Nem um dos componentes principais da dieta dos brasileiros subiu menos que a inflação. O feijão-carioca teve variação de 785,9% desde a criação do plano Real. Neste período, o salário mínimo subiu de R$ 64,79 para R$ 678, uma elevação de 1046,45%. Para Weller, mesmo com as recentes altas da inflação, o país não corre mais o risco de passar por uma nova hiperinflação. Isso porque a economia do País está mais inserida no conceito de economia de mercado.
Entretanto, o economista assinala que os protestos que têm tomado ruas recentemente são o primeiro sintoma de perda da "ilusão monetária".
"As pessoas perceberam que o ganho do salário nominal (sem descontar a inflação) nos últimos anos está sendo corroído pela inflação. Houve uma queda no salário real. E isso foi percebido rapidamente", afirma.
01/07/2013 - 02h00

Após protestos, aprovação de Alckmin e Haddad cai

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DE SÃO PAULO

Não foi apenas a popularidade da presidente Dilma Rousseff que acabou corroída pela onda de protestos que tomou o país.
O movimento abalou os índices de aprovação dos governadores dos dois maiores Estados do país: Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio; e ainda dos prefeitos das duas maiores cidades: Fernando Haddad (PT), o titular da capital paulista, e Eduardo Paes (PMDB), da capital fluminense.
Todos os dados são da pesquisa Datafolha finalizada na sexta-feira passada.
Em São Paulo, a aprovação de Alckmin caiu 14 pontos no intervalo de três semanas --Dilma perdeu 27 pontos no mesmo intervalo.
Os 52% de avaliação positiva do tucano em 7 de junho, pouco antes do início dos protestos, foram reduzidos para 38% na pesquisa recente.
Na semana do auge dos protestos, Alckmin foi criticado pelo comportamento da Polícia Militar, que num primeiro momento agiu com violência durante passeatas e depois, diante das críticas, teria reduzido o rigor no combate ao vandalismo.
O Estado também administra tarifas dos trens e do metrô, que também subiram, mas, mediante a pressão das ruas, acabaram tendo o reajuste cancelado.
Abalo ainda maior foi sentido por Haddad, cuja administração tem só seis meses.
Seu índice de aprovação caiu 16 pontos em três semanas, de 34% para 18%. A reprovação do petista (soma dos julgamentos ruim e péssimo) subiu de 21% para 40%. O patamar só é inferior na série histórica do instituto aos de Jânio Quadros, 43%, de Marta Suplicy, 42%, e de Paulo Maluf, 41%, quando se trata do mesmo período de gestão.
Haddad se expôs no enfrentamento ao Movimento Passe Livre. No início, disse que não havia margem para negociação. Insistia no argumento de que as passagens de ônibus haviam subido abaixo da inflação. No fim, cedeu.
As taxas de aprovação de Haddad hoje são parecidas com as obtidas por outros ex-prefeitos no período equivalente de suas gestões.
Em junho de 1986, Jânio Quadros tinha 16% de aprovação. Em 1989, Luiza Erundina marcou os mesmos 16%. Paulo Maluf, o prefeito seguinte, fez 20%. Em junho de 2007, Celso Pitta tinha 19%. Quatro anos depois, Marta alcançou 20%. José Serra, em julho de 2005, teve 30%. O único que destoa é Gilberto Kassab, que antecedeu Haddad, com 46%.
No dia 18 de junho, 51% dos paulistanos avaliavam o desempenho de Alckmin diante dos protestos como ruim ou péssimo. Esse índice caiu para 39% em 21 de junho. E voltou a cair na última pesquisa, para 33%. Com Haddad ocorreu fenômeno parecido, em intensidade menor. A má avaliação de seu comportamento frente aos protestos era compartilhada por 55%. Caiu para 50%. E depois para 44%.
RIO DE JANEIRO
Depois de atingir o pico de sua popularidade na série do Datafolha no Estado do Rio, em novembro de 2010, o governador Sérgio Cabral despencou 30 pontos.
No levantamento de sexta-feira, após seis anos e meio de mandato, ele obteve 25% de ótimo e bom, a menor pontuação da série. A soma de ruim e péssimo é maior, 36%.
Cabral foi alvo dos manifestantes, que acamparam na frente de seu apartamento.
A imagem do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sai igualmente lesada. Desde agosto de 2012, seu índice de aprovação caiu de 50% para 30%. A desaprovação fez a trajetória inversa. Subiu de 12% para 33%. (RICARDO MENDONÇA)
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
PROUNI

CE é o 6º em número de candidatos

01.07.2013

Com 42.911 inscrições, o Ceará ocupa a sexta posição no total de candidatos ao Programa Universidade Para Todos (ProUni) 2013/2, cujo resultado da primeira chamada foi divulgado ontem (30) pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições, encerradas sexta-feira (28), tiveram um total de 844.864, e cada estudante pode fazer até duas opções de curso. Acima do Ceará, estão São Paulo (141.300), Minas Gerais (121.530), Rio de Janeiro (69.096), Rio Grande do Sul (59.667) e Bahia (56.093).

Os selecionados na primeira etapa devem comparecer à instituição de ensino até o dia 8 Foto: José Leomar

No processo seletivo deste segundo semestre, o programa oferece 90.045 bolsas -55.693 integrais - em instituições particulares de educação superior. Puderam concorrer os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtiveram no mínimo 450 pontos de média e nota acima de zero na redação.

O processo seletivo deste segundo semestre prevê duas chamadas. O estudante selecionado na primeira etapa deve comparecer à respectiva instituição de ensino de 1º a 8 de julho para comprovação das informações prestadas no momento da inscrição, providenciar a matrícula e, se for o caso, participar de seleção própria da instituição. O resultado da segunda chamada está previsto para 16 de julho. O estudante terá de 16 a 22 de junho para comprovar as informações e fazer a matrícula.

Caso fique fora das duas chamadas e pretenda integrar a lista de espera, o candidato terá de fazer a adesão, também online, de 26 a 29 de julho. A lista estará disponível no Sistema Informatizado do ProUni (Sisprouni) para consulta pelas instituições de ensino em 1º de agosto. No dia seguinte, será feita a primeira convocação. O candidato selecionado terá até o dia 7 de agosto para a comprovação dos documentos e matrícula. Em 12 de agosto, será feita a segunda convocação. O prazo para aferição dos documentos e matrícula vai até o dia 15.

Criado em 2005, o ProUni oferece bolsas de estudos em instituições particulares a estudantes egressos da rede pública. Também são atendidos bolsistas integrais da rede particular.

O resultado da seleção e o cronograma a ser acompanhado pelos candidatos estão na página do ProUni na internet (http://siteprouni.mec.gov.br/). 
BOLA DE OURO

Neymar recebe três prêmios e vira ´novo líder´ do Brasil

01.07.2013

O craque foi o melhor em quatro jogos e comemora seu primeiro título com a camisa da Seleção principal

Com um golaço de pé esquerdo e mais uma bela atuação, Neymar festejou um fim perfeito de Copa das Confederações, nesta noite de domingo, no Maracanã. O novo astro do Barcelona foi eleito o melhor jogador da final diante da Espanha e, por tabela, o grande craque da competição.

Neymar já era cotado para a Seleção em 2010, mas acabou preterido por Dunga. Passou a ser titular absoluto com Mano e manteve a moral com Felipão FOTOS: REUTERS

Eleito o melhor jogador também dos três jogos que a seleção fez na fase de grupos da competição, Neymar só não ficou com essa honraria pessoal na semifinal diante do Uruguai, quando o goleiro Julio Cesar foi eleito o melhor jogador em campo.

Desta forma, ele fechou a Copa das Confederações com a Bola de Ouro do torneio, enquanto a Bola de Prata ficou com Iniesta, seu futuro parceiro de Barcelona. Já a Bola de Bronze foi dada a Paulinho, volante do Corinthians que também fez uma excelente competição, na qual marcou o gol que deu a classificação do Brasil para a final na vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai.

Consolação

Dominada pelo Brasil na final deste domingo, a Espanha teve como outro "prêmio de consolação", além da Bola de Prata dada a Iniesta, a Chuteira de Ouro concedida ao espanhol Fernando Torres. Ele terminou a competição como artilheiro, com cinco gols, mesmo número atingido por Fred, que ficou com a Bola de Prata.

Pelo regulamento da competição, quando há empate no número de gols marcados entre dois jogadores, o primeiro critério de desempate é o número de assistências. Torres e o jogador do Fluminense também ficaram empatados neste quesito, com um passe feito por cada um que resultou em gols. Desta forma, a eleição da Chuteira de Ouro foi definida por meio do terceiro critério de desempate, que é o menor número de minutos em campo. Este critério deu vantagem ao espanhol, que jogou 273, contra 423 de Fred.

Já Neymar ficou com a Chuteira de Bronze ao fechar a Copa das Confederações com quatro gols, mesmo número atingido por Abel Hernandez, mas o brasileiro fez duas assistências, contra apenas uma do uruguaio.

Na retomada com a camisa da Seleção Brasileira, Julio Cesar foi eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações. Já a Espanha ficou ainda com o prêmio Fair Play, dado para a equipe mais disciplinada.

Trajetória

Neymar já estava consagrado há algum tempo como o melhor jogador do futebol brasileiro na atualidade, mas ainda faltava brilhar com a camisa da seleção. A campanha na Copa das Confederações, encerrada com o título conquistado neste domingo, serviu para finalmente coroar o jovem craque de 21 anos como o novo líder do time do Brasil.

A primeira convocação de Neymar para a seleção foi logo depois da Copa do Mundo de 2010. Desde então, ele virou titular absoluto da equipe, seja sob o comando de Mano Menezes ou de Luiz Felipe Scolari. Faltava, porém, uma atuação consagradora com a camisa do Brasil, o que aconteceu agora durante a disputa da Copa das Confederações deste ano.

Felipão abriu mão de convocar antigos astros como Ronaldinho Gaúcho e Kaká, apostando em Neymar para ser o grande destaque da seleção. O garoto não se intimidou: pediu logo a camisa 10, a mais emblemática do futebol brasileiro. E correspondeu às expectativas dentro de campo, com atuações decisivas em todos os jogos.

Finalmente vendido ao Barcelona, pouco antes de começar a Copa das Confederações, Neymar pôde se concentrar na Seleção. Na grande final deste domingo, no Maracanã, ele infernizou a defesa rival e também fez um golaço na vitória sobre a Espanha. Assim, comemorou seu primeiro título com a camisa da Seleção principal e mostrou que é mesmo o principal jogador do futebol brasileiro.

SAIBA MAIS

Dilma parabeniza


Após ter sido vaiada na abertura da competição, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff preferiu não ir ao Maracanã na final, mas emitiu nota ao grupo: "Envio meus parabéns a todos os jogadores e à equipe técnica da nossa seleção pela conquista do tetracampeonato da Copa das Confederações. Nossos atletas mostraram alegria, criatividade, espírito de equipe e união que conquistaram todos os brasileiros"

Mídia espanhola

A imprensa da Espanha se rendeu ao futebol brasileiro após a derrota no Maracanã. O jornal "Marca", de Madri, definiu a vitória da seleção como um "Maracantazo" em referência à derrota brasileira na final no Mundial de 1950. O "As" afirmou que jogo mostrou o "melhor Brasil" e a "pior Espanha"

Felipão recoloca Seleção no caminho das vitórias
Ao ser campeão da Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari voltou a mostrar que é um predestinado como técnico. Demitido no ano passado, pelo mesmo Palmeiras que ele ajudou a consagrar em 1999 com a conquista da Libertadores, o treinador comemorou ontem o seu 19º título na 30ª final da sua carreira.

Felipão assumiu a Seleção Brasileira no fim de novembro, depois da abrupta demissão de Mano Menezes. Após um começo marcado por desconfianças, o treinador montou um time vencedor para a Copa das Confederações
Assim como aconteceu na Copa do Mundo de 2002, quando triunfou com sete vitórias em sete jogos, o comandante do penta foi campeão, agora no lotado Maracanã, com 100% de aproveitamento na Copa das Confederações. E, para completar, colocou a última cereja no bolo ao bater a poderosa Espanha na final mais esperada dos últimos tempos no futebol mundial.

Felipão assumiu a Seleção Brasileira no fim de novembro, depois da abrupta demissão de Mano Menezes, e já na sua primeira entrevista coletiva lembrou que o Brasil precisaria reassumir a condição de protagonista. "Hoje não somos os favoritos, mas daqui um ano e meio seremos. Não passa pela nossa cabeça não ganhar a Copa em casa", admitiu, em sua apresentação.

Mensagem aos rivais
Com o título da Copa das Confederações ontem, a mensagem aos rivais foi dada, mas o treinador fez questão de ressaltar que na Copa do Mundo de 2014 a história será outra, com mais adversários de alto nível.

"Não estava prevista (campanha tão boa). É um caminho que percorremos. A gente sabe que o resultado do jogo não representa o campeonato que vamos disputar aqui (no ano que vem). Será muito mais forte, mas é um caminho que a gente pode trilhar com pouco mais de confiança. Isso que a gente quer", disse Felipão, em entrevista ainda no gramado do Maracanã.

O treinador, que vinha elogiando a atitude da torcida desde o amistoso contra a França, em Porto Alegre, ainda na preparação para a Copa das Confederações, voltou a ressaltar a forma com que os brasileiros ajudaram a Seleção a chegar à sua quarta conquista de Copa das Confederações.

"Cria-se uma situação favorável, um ambiente melhor. O que o povo tem feito por nós é maravilhoso, fantástico", finalizou.

Julio Cesar é eleito melhor goleiro da competição
Eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações, Julio Cesar recomeçou em grande estilo a sua retomada como dono da camisa 1 da Seleção Brasileira.

O goleiro Julio Cesar fez grandes defesas na decisão contra a Espanha, no Maracanã, fechando o gol brasileiro

O goleiro comemorou a experiência vivida na competição. "Foi uma experiência maravilhosa. Vamos ver o que vai acontecer daqui a um ano. Estádios maravilhosos, torcida apoiando, jogadores, foi tudo perfeito e agora é manter o foco".

O goleiro deu a volta por cima após ser destaque negativo do Brasil na eliminação diante da Holanda, nas quartas da Copa do Mundo de 2010. "Venho batendo na mesma tecla, que minha página ainda não fechou. Falta um ano pra Copa, que é o sonho maior. Gostaria muito que esse troféu fosse aquele que vamos erguer daqui há um ano".

David Luiz destrói ataque espanhol
O zagueiro David Luiz teve fratura no nariz, ficou com o olho esquerdo roxo e machucou a perna durante a Copa das Confederações. Em alguns momentos, pareceu um pugilista que acabara de sair de uma luta não muito favorável. Mas jamais foi a nocaute. Jogou mesmo com dores e neste domingo teve a recompensa pela dedicação.

O jogador do Chelsea fez uma excelente partida, com a ajuda de Thiago Silva anulou Fernando Torres, seu companheiro de time, e teve o reconhecimento da torcida ao salvar, em cima da linha, um gol da Espanha quando o jogo estava 1 a 0 e teve o nome gritado pela torcida.

Neste domingo, o zagueiro providenciou várias vans para levar cerca de 50 parentes e amigos ao Maracanã. Quase todos estavam com perucas verde-amarelas, referência à cabeleira que é sua característica. Terminada a partida, enquanto todos os jogadores comemoram com a torcida em um dos lados do campo, David Luiz foi para o outro abraçar os familiares.

Grupo
A maior parte do grupo campeão da Copa das Confederações estará junta novamente em agosto, para um amistoso dia 14, contra a Suíça, na Basileia. Em setembro, serão dois jogos: dia 6, contra adversário a ser definido e provavelmente no País, e dia 9 contra Portugal em Boston. Até o fim do ano, serão mais quatro partidas, duas em outubro e duas em novembro. 
´REIS DAS CONFEDERAÇÕES´

Brasil detona Espanha e leva o tetra no Maracanã

01.07.2013

Seleção Brasileira não toma conhecimento dos campeões do mundo e mostra que também é favorita à Copa de 2014

O Brasil passou com louvor pelo seu grande teste antes da Copa do Mundo de 2014. Na noite de ontem, jogando um futebol vistoso, comandando por Neymar e agora forte candidato ao posto de melhor do mundo, a Seleção Brasileira passeou sobre a toda poderosa Espanha, venceu por 3 a 0 num Maracanã pulsante e conquistou diante da sua torcida o título da Copa das Confederações. Neymar marcou uma vez e participou dos dois gols de Fred.

Neymar marcou o segundo gol da vitória brasileira e, de quebra, foi eleito o melhor jogador da Copa das Confederações. O atacante também foi o terceiro maior artilheiro do torneio Fotos: Reuters

Com a vitória, o título e o espetáculo, o Brasil cumpriu aquilo que o técnico Luiz Felipe Scolari prometeu desde que assumiu o cargo em novembro. Mandou uma mensagem clara aos rivais: está entre os favoritos para conquistar a Copa do Mundo do ano que vem, quando também jogará em casa.

O título é o quarto da Seleção Brasileira, maior campeã da história da Copa das Confederações. O Brasil venceu também as edições de 1997, 2005 e 2009. Agora, a meta é acabar com uma escrita: sempre que faturou o torneio, decepcionou na Copa do Mundo do ano seguinte.

Com os dois gols que marcou ontem, Fred assumiu a artilharia do torneio, empatado com o espanhol Fernando Torres, ambos com cinco. E o atacante brasileiro ainda deu azar: não teve o privilégio de enfrentar o fraco Taiti na primeira fase. Mas o grande nome da conquista do Brasil foi mesmo Neymar.

Pela parte da Espanha, a derrota encerra _ ou pelo menos coloca em dúvida _ um período de seis anos dominando o futebol mundial. Nesse período, venceu duas edições da Eurocopa e a Copa do Mundo de 2010 _ já eram 29 jogos de invencibilidade em competições oficiais.

O jogo

Logo no primeiro minuto de partida, o Brasil tentou dar show, mas lembrou que gol feio também vale. A jogada começou com Hulk, que arriscou um passe de chaleira e tocou torto.

No entanto, a bola caiu em Oscar, que devolveu para o atacante. Da ponta direita, ele cruzou na área. Fred resvalou, a bola bateu no calcanhar de Neymar, na mão de Arbeloa e voltou para Fred. Mesmo caído, ele conseguiu o gol que abriu o placar com apenas um minuto.

Era só o começo de um jogo emocionante. Empurrado pela torcida, que começou a cantar que "o campeão voltou", o Brasil fechou as portas para as trocas de bola da Espanha e assustou quando chegou ao ataque.

Aos 13 minutos, a equipe brasileira marcou pressão no campo de ataque, Paulinho e Oscar cercaram Iniesta, roubaram-lhe a bola e o volante, esperto, tentou bater de cobertura. Casillas conseguiu se recuperar, mas a bola ainda bateu na trave.

Aos 41 minutos, Pedro recebeu passe de Mata e, sozinho diante Julio Cesar, bateu rasteiro para "quase" empatar, mas David Luiz tirou a bola de carrinho, a um metro da linha do gol, evitando o empate.

O Brasil mostrava que aprendeu com a Itália, que só perdeu nos pênaltis na semifinal contra os espanhóis, e se lançava rápido ao ataque sempre que tinha a posse da bola. Aos 43 minutos, Oscar recebeu passe de Neymar e esperou o atacante sair da posição de impedimento para devolveu a bola. O craque recebeu e bateu forte para o fundo da rede, fuzilando Casillas.

Golpe final
A Espanha voltou para o segundo tempo com Azpilicueta no lugar de Arbeloa. O lateral não só não conseguia parar Neymar como já tinha cartão amarelo.

Mas o defensor do Chelsea nem tocou na bola e o placar já estava 3 a 0. Marcelo começou a jogada, mas foi Hulk quem lançou Neymar. O craque aproveitou que a bola foi um pouco atrás e fez o corta-luz, surpreendendo os espanhóis. Aí, chegou fácil até Fred, que bateu de primeira, com a chapa do pé, no canto esquerdo baixo de Casillas.

Mesmo precisando de pelo menos três gols, o técnico Vicente Del Bosque foi conservador. Para colocar novo gás com Jesus Navas, tirou Juan Mata. No papel, o time não mudou.

Mas logo Jesus Navas conseguiu um pênalti, sendo tocado na área por Marcelo. Sergio Ramos colocou a bola embaixo do braço e foi para a cobrança, mas mandou à direita do gol de Julio Cesar, que estava nela. A batida ainda resvalou na trave e saiu.

O melhor em campo, Neymar tentou uma jogada individual aos 22 minutos. Atravessou o campo de ataque na corrida, com a bola dominada, pelo meio, e depois de driblar Piqué, o último homem da defesa espanhola, levou um pontapé por trás. O zagueiro recebeu o cartão vermelho e sequer reclamou.

Força das arquibancadas

Dali em diante, o show ficou por conta da torcida, que já havia dado o tradicional espetáculo na hora do Hino Nacional. Enquanto eram dominados, os espanhóis tiveram que ouvir de tudo, inclusive o grito de "olé".

Pedro e Villa ainda deram trabalho com chutes cruzados só para Julio Cesar suar a camisa. No fim, o que todos esperavam: o Brasil é tetracampeão.

Autor de dois gols na final, Fred pode deixar o Flu

O futebol inglês poderá ter mais dois jogadores da Seleção Brasileira após a Copa das Confederações. Um, o volante Paulinho, está praticamente certo. O destino será o Tottenham. O outro, o atacante Fred, artilheiro do Brasil na Copa das Confederações, está na mira do Manchester City, mas o Fluminense afirma não ter recebido ainda nenhuma proposta pelo seu artilheiro.

O atacante do Fluminense, Fred, interessa ao Manchester City, O jogador prefere ficar no Brasil, mas o clube carioca tem interesse na negociação
Paulinho vai para o Tottenham em troca de R$ 58 milhões. A negociação foi concluída na semana passada e será concretizada nos próximos dias. "Está tudo certo, só falta assinar", garantiu uma pessoa ligada ao jogador de 24 anos.

Autor de dois gols na final de ontem contra a Espanha, Fred entrou na mira do Manchester City por suas boas atuações pela Seleção desde o amistoso contra a Inglaterra realizado em 6 de fevereiro em Londres. Passou a ser considerado opção real depois que foi decidida a saída de Tevez - o argentino foi para a Juventus de Turim.

O atacante diz não querer sair do Fluminense nem do futebol brasileiro. Alega que já teve longa experiência na Europa e que está feliz "em casa".

O problema é que tanto o Fluminense quanto a Unimed, responsável pelo pagamento de seus salários, enxergam o interesse inglês como uma boa oportunidade de negócio.

Preleção
Após a vitória de ontem, Fred revelou que Carlos Alberto Parreira, hoje coordenador técnico da Seleção e antes comandante do tetracampeonato de 1994, foi muito feliz na preleção da decisão desse domingo ao reforçar a importância histórica do time nacional.

"Dava (para esperar o título) porque nossa equipe trabalha muito, tem muito valor. O Parreira falou para a gente na preleção uma das coisas mais certas, que o futebol tem hierarquia e a nossa Seleção é a mais vitoriosa do mundo, jogávamos em casa", destacou o goleador, que foi o autor de cinco gols do time verde e amarelo na competição.

Para Del Bosque, rival foi melhor

Atual campeã mundial e bicampeã europeia, a Espanha foi completamente dominada pelo Brasil na final da Copa das Confederações, neste domingo, e perdeu por 3 a 0 no Maracanã.

Nos números, foi melhor _ deu 15 chutes a gol contra 14 dos brasileiros, teve oito escanteios a favor e maior posse de bola _, mas, dentro de campo, foi absolutamente inferior.

Tanto o Brasil foi melhor que o técnico Vicente del Bosque nem procurou desculpas para a derrota _ descartou até mesmo um suposto cansaço de seus jogadores, todos em final de temporada e sofrendo com o calor brasileiro. Só lamentou o momento em que saíram os gols. "Não quero minimizar nem arranjar desculpas para a vitória do Brasil, que foi melhor, mas é verdade que tivemos um pouco de azar no começo da partida e no fim do primeiro tempo, quando sofremos os gols", disse.

Para o treinador, que levou a Espanha ao título da Copa do Mundo de 2010 e da última Eurocopa, a Seleção Brasileira mereceu ser campeã em casa.

"O Brasil mostrou mais energia em cada ação, tem que receber os parabéns. Eu saio feliz com meus jogadores, que se entregaram ao máximo e fizeram uma boa competição", comentou Del Bosque, ainda no gramado do Maracanã, antes da cerimônia de premiação.

Os jogadores seguiram o discurso do treinador, reconhecendo a superioridade brasileira na final deste domingo. "Foi um desses dias em que nada dá certo. Vivemos a outra cara desse esporte: não é sempre que se ganha", afirmou o zagueiro Sergio Ramos, que chegou a perder um pênalti no segundo tempo.

"Quero parabenizar um grande Brasil, que soube jogar com a Espanha", completou o defensor do Real Madrid..