sábado, 28 de dezembro de 2013

Por que tudo nesta vida acaba?



Rosa MurchaAcho que você já perguntou por que tudo nesta vida é precário. A cada dia é preciso renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, renovar o desodorante vencido, a roupa suja, etc.. Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório; nada eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, Todo dia que nasce logo se esvai… e assim tudo passa, tudo é transitório, Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro? Compra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos…
Na verdade Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Por amor e bondade. Qual seria o desígnio de Deus nisso?
A razão profunda dessa realidade e que Deus nos quer dizer que esta vida é apenas uma “passagem”, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene, muito melhor, onde a felicidade não se acaba e não diminui. O Céu! O Pai quer dar ao filho o que tem de melhor.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, sinto Deus nos dizer: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, muito melhor, onde tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia. Não haverá mais choro e nem lágrimas”.
E isto mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse cpa_entrai_pela_porta_estreitanos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence. Quando vemos uma bela mulher envelhecer, é como se dissesse, a beleza está em mim, mas não me pertence… Não adianta querermos construir o céu aqui nesta terra. A matéria não é Deus; ela foi criada; e tudo que foi criado um dia se acaba.
Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus, que abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19). Insensato!
A efemeridade das coisas nos ensina que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia-a-dia, a perfeição da alma buscada na longa caminhada de uma vida de meditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. I Cor 15,28).
Aqueles que não creem na eternidade jamais se conformarão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre sonharão com a construção do céu nesta terra. Isso é impossível. Só com os olhos no céu podemos viver bem na terra.
Do livro Entrai Pela Porta Estreita – Prof. Felipe Aquino

Série Teologia do Corpo: Parte 5


tumblr_ltylfe6yZf1r1mataTeologia do Corpo e Castidade
Infelizmente, hoje se tem um conceito muito deformado sobre a castidade; alguns pensam que castidade é não ter vida sexual, e não é isso; castidade é ter vida sexual sim, mas correta, de acordo com o sábio plano de Deus.
A Igreja ensina que “o prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união do casal unido em matrimônio. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado  da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (§2351).
O mundo moderno, que busca a realização apenas no consumismo, no prazer e na ostentação, perdeu o valor da castidade, o seu brilho e a sua grandeza; é preciso que isso seja resgatado. A lâmpada da pureza e da virgindade foi escondida sob a mesa e apagadas do candelabro. O mundo olha hoje a castidade como algo que “cheira a bolor”, mas se esquece que foi exatamente do bolor que Alexandre Fleming descobriu a penicilina, que salvou milhões de vidas. A redescoberta da castidade poderá fazer o mesmo hoje.
A Teologia do Corpo, de certa forma pode-se dizer que é a “teologia da castidade”, a beleza do relacionamento sexual dentro do plano de Deus. Vale a pena refletir no que dizia o Mahatma Gandhi, que libertou a Índia, e que não era cristão, mas amava Jesus:
“A castidade não é uma cultura de estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.
“A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”.
“Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed.  Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974).
Santo Agostinho dizia: “se queres ser feliz, sê casto”. Como dizia John Spalding, sabemos que “as civilizações não perecem por falta de cultura e de ciência, mas por falta de princípios morais”. Um homem só é digno deste nome quando aprende a submeter o seu corpo e os seus instintos à sua vontade. Diz o livro dos Provérbios, que vale mais um homem que domina a si mesmo do que aquele que conquista uma cidade.
O Catecismo da Igreja mostra a grandeza da castidade: “A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher” (§2337). A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação. A pessoa casta mantém a integridade das forças vitais de amor depositadas nela. Esta integridade garante a unidade da pessoa e se opõe a todo comportamento que venha feri-la; não tolera nem a vida dupla nem a linguagem dupla.
Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reflexão do Evangelho de hoje “João viu e acreditou”

São João, o discípulo amado dá testemunho de todas as coisas que aconteceram com Jesus depois da Sua Morte e Ressurreição para que nós também acreditemos. Por isso, hoje podemos meditar no Evangelho em que é narrada a ressurreição de Jesus  e que tem em São João um dos protagonistas deste acontecimento. Quando Maria Madalena deu aos discípulos a notícia de que “tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”, nós verificamos que os primeiros a correrem ao túmulo, foram Simão Pedro, que se afigurava como líder de todos e o discípulo que se considerava o mais amado por Jesus, no caso, João. Jesus já os havia advertido e anunciado a eles o que iria lhe acontecer, porém eles estavam ainda como que cegos. Mesmo diante de tantas evidências, de tantos sinais eles ainda não tinham tido o entendimento completo.  Por isso, nós imaginamos o que não terá se passado dentro dos seus corações e qual não deve ter sido a sua surpresa quando chegaram ao túmulo de Jesus. Estavam agora em busca do corpo de Jesus. Procuravam um morto, mas Jesus estava vivo. Porém o fato de eles terem ido rapidamente à busca do que “ouviam falar” comprova para nós a fé que os movia. A surpresa transformou-se em alegria depois que eles viram Jesus e  puderam perceber a comprovação de tudo que Jesus lhes havia anunciado. E nós? O que estamos esperando para assumir de vez a nossa condição de homens e mulheres salvos em Jesus Cristo?  Aonde O temos procurado?  Será que nós conseguimos vê-Lo na hora da escuridão? Será que, a fé e a esperança ainda nos movem ou ainda estamos parados (as), inertes esperando alguma coisa que já aconteceu? – Reflita –   Será que você tem procurado Jesus no túmulo quando lá só existem os vestígios?  – Onde verdadeiramente Jesus está na sua vida?   - Você também acredita como se estivesse estado presente? – Você se considera um (a) discípulo (a) amado (a)?  Por que?

Evangelho de hoje - Jo 20,2-28

Evangelho - Jo 20,2-28
O outro discípulo correu mais depressa que Pedro,
e chegou primeiro ao túmulo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,2-28

No primeiro dia da semana,
2Maria Madalena saiu correndo
e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo,
aquele que Jesus amava,
e lhes disse:
"Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram".
3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo
e foram ao túmulo.
4Os dois corriam juntos,
mas o outro discípulo
correu mais depressa que Pedro
e chegou primeiro ao túmulo.
5Olhando para dentro,
viu as faixas de linho no chão,
mas não entrou.
6Chegou também Simão Pedro,
que vinha correndo atrás,
e entrou no túmulo.
Viu as faixas de linho deitadas no chão
7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não posto com as faixas,
mas enrolado num lugar à parte.
8Então entrou também o outro discípulo,
que tinha chegado primeiro ao túmulo.
Ele viu, e acreditou.
Palavra da Salvação.

Celebração do Ângelus Papa denuncia discriminação contra cristãos

O pontífice realizou a tradicional oração do meio-dia para milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro

Cidade do Vaticano. O papa Francisco denunciou ontem a discriminação contra cristãos, inclusive em países onde a liberdade religiosa é, teoricamente, garantida por lei.

O papa Francisco explicou que na data de ontem se celebra São Estevão, que foi o primeiro mártir da Igreja, e lembrou seu martírio por apedrejamento e como perdoou seus agressores no momento de sua morte Foto: REUTERS
O pontífice realizou a tradicional oração de meio-dia e discursou para milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro na data em que a Igreja Católica celebra Santo Estêvão, o primeiro mártir do cristianismo.

O pontífice argentino, de 77 anos, explicou que "a festa São Estêvão está em plena sintonia com o profundo significado do Natal, já que no martírio o amor venceu a violência".

"A memória do primeiro mártir dissolve a falsa imagem do Natal, essa imagem de contos de fada, adocicada, que no Evangelho não existe", explicou. O papa pediu à multidão um minuto de oração silenciosa.

Testemunho

"Peço que rezem, em particular, pelos cristãos que sofrem discriminação por causa do testemunho em nome de Cristo e do Evangelho", disse Francisco a um público pouco numeroso devido ao vento e à chuva que atingem a Itália.

Francisco, que celebra o Natal pela primeira vez como papa, disse que "limitações e discriminações" contra os cristãos acontecem não apenas em países que não garantem a liberdade religiosa completa, mas também em lugares onde "no papel, a liberdade e os direitos humanos são protegidos", comentou.

"Essa injustiça precisa ser denunciada e eliminada", afirmou. Francisco não especificou nenhum país, mas o Vaticano há bastante tempo pede que a Arábia Saudita, onde ficam os lugares mais sagrados do islamismo, suspenda as restrições a orações de cristãos em público.

Diversos incidentes de intolerância religiosa aconteceram em 2013 em países com minoria cristã como Egito, Indonésia, Iraque, Sudão, Nigéria e outros lugares onde os direitos são protegidos por lei.

Francisco, saindo do discurso preparado, disse ter certeza que os cristãos que sofrem com discriminação e violência "são mais numerosos hoje do que nos primeiros dias da Igreja".

No passado, o Vaticano já manifestou preocupação com o que o ex-papa Bento 16 descreveu como as "formas sofisticadas de hostilidade" contra os cristão em países ricos, como restringir o uso de símbolos religiosos em locais públicos.

Compromisso de amor
O papa terminou seu discurso de hoje pedindo que este Natal suscite um "generoso compromisso de amor e que no interior das famílias e das várias comunidades se viva esse clima de fraternidade e de entendimento que tanto ajuda o bem comum".

Depois Francisco explicou que na data se celebra São Estêvão, que foi o primeiro mártir da Igreja, e lembrou seu martírio por apedrejamento e como perdoou seus agressores no momento de sua morte.

"Vocês não têm medo da chuva?", perguntou, brincando, o papa aos fiéis.

Série Teologia do Corpo: Parte 3



logoPapa João Paulo II e a Teologia do Corpo
Um dos grandes legados que o Papa João Paulo II nos deixou foram as suas Catequeses sobre o que ele chamou de “Teologia do Corpo”, que dá um sentido profundo à sexualidade da vida humana. É um ensinamento que aos poucos vai sendo mais bem entendido, amado e propagado.
É uma coleção de 129 pequenos discursos do Papa, que na verdade já marcaram o início de uma “contra-revolução sexual”, que está mudando vidas e que está se espalhando por todo o mundo. É uma mensagem de “salvação sexual” oferecida para nós hoje com o objetivo de resgatar a ética sexual que o século XX destruiu com a lamentável “revolução sexual”.
Antes de ser eleito Papa, João Paulo II estudou sobre São João da Cruz e se aprofundou na questão do amor humano. Trabalhava com casais na Polônia e escreveu alguns livros, dentre eles “Amor e Responsabilidade”. Essas catequeses foram de 1979  a 1984, chamadas de “O amor humano no plano divino”, ou  “Teologia do Corpo”.
O Papa ensinou que a teologia do corpo é um chamado a experimentar a redenção de nossos corpos, um chamado para redescobrir naquilo que é erótico o significado original da sexualidade, que é o próprio significado da vida. E esse é o primeiro passo a se tomar para renovar o mundo.
A combinação de secularismo, materialismo e hedonismo levou o mundo a uma mudança social perturbadora. A revolução sexual, iniciada nos anos 60, afastou a sociedade do autêntico significado da vida humana e do amor matrimonial. Por causa do pecado e seus efeitos, o sentido do corpo humano foi colocado sob suspeita. O sentido da vida humana foi reduzido tristemente à mera satisfação de apetites e desejos.
De maneira nova, o Papa mostrou com maestria a grandeza, o significado teológico e a dignidade do corpo humano. Ele ensina que, sendo criaturas físicas, corporais, não podemos ver Deus, porque Ele é puro espírito e invisível. Mas Deus quis tornar visível para nós seu mistério, e para isso estampou em nossos corpos um sinal Dele, criando-nos homem e mulher em sua própria imagem (Gen 1, 27). A grandeza do corpo está então nessa função de refletir a Trindade, “uma comunhão inexplicável de [três] Pessoas” (14/11/1979). O Papa disse:
“É ilusão pensar que se pode construir uma verdadeira cultura da vida humana se não… compreendermos e vivermos a sexualidade, o amor e toda a existência de acordo com seu verdadeiro sentido e na sua íntima correlação” (O Evangelho da Vida, n. 97).
Prof. Felipe Aquino

Pedro em Roma


S_PedroAqui estão as provas da vida e da morte de Pedro em Roma. O fato é confirmado por dois escritores do séc II (S. Ireneu) e sec IV (Tertuliano, na obra História Eclesiástica, Ed. Paulus)
Santo Ireneu (?202): (desde o primeiro século, a Igreja de Roma tinha a primazia do ensino).
“Porque é com essa Igreja (de Roma), em razão de sua mais poderosa autoridade de fundação, que deve necessariamente concordar toda igreja, isto é, que devem concordar os fiéis procedentes de qualquer parte, ela, na qual sempre, em benefício dos que procedem de toda parte, se conservou a tradição que vem dos apóstolos” (Contra as Heresias).
Eusébio de Cesaréia (?340):
“Pedro e Paulo, indo para a Itália, vos transmitiram os mesmos ensinamentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente” (História Eclesiástica, II 25,8)
Santo Ireneu apresenta a primeira lista dos doze primeiros Papas da Igreja, até o décimo segundo, até Eleutério, Papa do seu tempo. Todos sucessores de Pedro, em Roma:
“Ora, dado que seria demasiado longo… enumerar as sucessões de todas as Igrejas, tomaremos a máxima igreja, muito antiga e conhecida de todos, fundada e construída em Roma pelos dois gloriosíssimos apóstolos Pedro e Paulo; mostraremos que a tradição que ela tem, dos mesmos, e a fé que anunciou aos homens, chegaram até nós por sucessões de bispos”…
“Porque, é com esta Igreja (de Roma), em razão de sua mais poderosa autoridade de fundação, que deve necessariamente concordar toda a Igreja… na qual sempre se conservou a tradição que vem dos Apóstolos”.
“Depois de ter fundado e edificado a Igreja, os bem-aventurados apóstolos transmitiram a Lino o cargo do episcopado… Anacleto o sucedeu. Depois, em terceiro lugar a partir dos apóstolos, é a Clemente que cabe o episcopado. Ele tinha visto os próprios apóstolos, estivera em relação com eles; sua pregação ressoava-lhe aos ouvidos; sua tradição estava presente ainda aos seus olhos. Aliás ele não estava só, havia em sua época muitos homens instruídos pelos apóstolos…
A Clemente sucede Evaristo; a Evaristo, Alexandre; em seguida… Sixto, depois Telésforo, também glorioso por seu martírio; depois Higino, Pio, Aníceto, Sotero… Eleutério em 12º lugar a partir dos Apóstolos”.
“É nesta ordem e sucessão que a tradição dada à Igreja desde os apóstolos, e a pregação da verdade, chegaram até nós. E está aí uma prova muito completa de que é única e sempre a mesma, a fé vivificadora que, na Igreja desde os Apóstolos, se conservou até o dia de hoje e foi transmitida na verdade” (III, 2,2).
O TÚMULO DE PEDRO ENCONTRADO EM ROMA
São Pedro foi martirizado e sepultado em Roma.  As escavações realizadas sob a basílica do Vaticano nos últimos decênios, bem como os escritores antigos, confirmam isto. Os arqueólogos descobriam um túmulo cristão sob a basílica vaticana, em meio a túmulos pagãos. Esse túmulo cristão tinha acesso por uma via que devia ser muito frequentada. Foram encontradas junto a esse túmulo numerosas inscrições a carvão (graffiti), fazendo menção ao Apóstolo Pedro. Encontraram ossos de um indivíduo de 60 a 70 anos, que é muito provavelmente de S. Pedro. Quando Pedro morreu, no ano 67, os cristãos ainda não tinham cemitérios próprios, e por isso o enterraram em um cemitério pagão. Foi o imperador romano Constantino, filho de Santa Helena, que convertido ao Cristianismo, construiu a basílica de S. Pedro, no século IV. É  importante notar que ele podia ter escolhido, ao lado do local onde a Basílica foi construída, um terreno mais adequado, plano e grande: o chamado “Circo de Nero”. Ao contrário, mandou edificar a Basílica sobre um terreno fortemente inclinado e já ocupado por um cemitério, que era um local respeitado pelos romanos. Se Constantino preferiu o local acidentado e “desrespeitou” o cemitério, construindo sobre ele a Basílica, é porque deve ter tido uma razão forte, exatamente a presença do túmulo de São Pedro ali.
Por todas essas razões os Bispos de Roma são os  sucessores de Pedro, com jurisdição sobre toda a Igreja. A Igreja Católica é chamada também de Romana por ter a sua sede, a Santa Sé, em Roma. Esta denominação, embora não seja uma exigência doutrinária, não é gratuita. Firmando a sede da Sua Igreja exatamente no coração do Império Romano, aquele que quis destruir a Igreja, que sacrificou milhares de mártires,  com isto Cristo mostrou ao mundo que a Sua Igreja é invencível, e que jamais os poderes do inferno a vencerão. Sua promessa se cumpre. O império romano, talvez o maior império que a humanidade já conheceu, não conseguiu  vencer aqueles Doze homens simples da Galiléia; ao contrário, foi “engolido” pelo cristianismo. No ano 313 o imperador Constantino, filho de Santa Helena, assinava o Edito de Milão, que acabava com a perseguição contra os cristãos em todo o império. Pouco tempo depois, o imperador Teodósio oficializava o cristianismo como a religião  oficial do império…