quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Reflexão do Evangelho de hoje MARIA MÃE DE DEUS

MARIA MÃE DE DEUS e NOSSA MÃE.
DIA MUNDIAL DA PAZ

            A Igreja celebra hoje a festa de Maria Mãe de Deus. É a solenidade da Santa mãe de Deus.  Maria foi aquela escolhida que aceitou colaborar  com o  projeto do Pai de enviar ao mundo o seu Filho, o Salvador.  Maria foi aquela que se prontificou a nos oferecer a salvação por meio de Jesus, o nosso Salvador. Maria sendo mãe de Jesus que é o próprio Deus encarnado, ela é a mãe de Deus. E se Maria é mãe de Jesus, o Filho de Deus e  o nosso irmão, pois também somos filhos de Deus, logo Maria também é nossa mãe.
            Sabemos que nossos irmãos de outras religiões, têm verdadeira aversão a pessoa de Maria, isso para não dizer, verdadeiro ódio. Para eles, Maria foi apenas uma mulher qualquer, e se baseiam no Evangelho para pensar assim: Eles guardaram em suas mentes, aquela cena quando Jesus na festa das bodas de Caná, ao responder o pedido de sua mãe para transformar a água em vinho, Ele, Jesus, respondeu: " Mulher. Ainda não chegou a minha hora..."    Ora, isso não quer dizer literalmente, que Jesus estava reduzindo a pessoa de sua mãe, a uma pessoa sem nenhuma importância, reduzindo  simplesmente a uma mulher qualquer! Era costume naqueles tempos, os filhos chamarem a mãe de mulher, de forma carinhosa, como hoje também chamamos a nossa avó pelo nome, como em tom de brincadeira, chamamos a nossa mãe de "velha, ou de coroa".
            Pessoalmente, eu até concordo com nossos irmãos separados quando eles nos criticam de estarmos adorando imagens de barro. Veja. É fato notável que alguns católicos mal informados,  quando entram na igreja, ou no templo, fazem demonstrações públicas de adoração às imagens dos santos, fazendo demoradas orações diante delas, e até beijando algumas imagens com gestos, EM VEZ DE PRIORIZAR A SUA ADORAÇÃO A CRISTO SACRAMENTADO. Eles talvez não sabem que quanto aos santos da nossa Igreja, podemos e devemos seguir o seu exemplo de vida, de espiritualidade, de doação plena, como foi o caso de Pedro e Paulo, os pilastras da nossa Igreja. Além de seguir os seus exemplos, podemos venerá-los com muito respeito. Porém, adorar, somente a Deus.
            Mais quanto a figura de Maria, a coisa é um pouquinho diferente. Porque a sua importância no projeto de Deus foi muito grande. Maria gerou em seu próprio corpo o Filho de Deus vivo! Maria carregou em seu corpo aquele que veio par salvar a humanidade do pecado! Maria foi aquela que conseguiu que Jesus fizesse o seu primeiro milagre, embora ainda não estivesse na hora dele começar a provar a sua divindade pelos sinais. 
            Maria é, portanto, mãe de Deus e nossa mãe. Chegamos a essa conclusão num raciocínio lógico:
1-Se Maria é a mãe de Jesus. E se Jesus é Deus, logo Maria é a mãe de Deus;
2-Se Maria é mãe de Deus. E se Deus é nosso Pai, logo Maria também é nossa mãe.   
            Maria é, portanto, a mãe de todos os que aceitam o projeto do Pai.
O Evangelho de hoje nos mostra o casal José e Maria, recebendo feliz a visita dos pastores, meditando em suas mentes tudo o que disseram ou foi anunciado  sobre o Messias. Por outro lado, a reação dos pastores é uma atitude de ação de graças e de testemunho, em que eles glorificam e louvam a Deus, porque está sendo cumprido  tudo o que foi anunciado pelos profetas.
            Jesus, o Príncipe da paz, veio ao mundo para proporcionar a paz a humanidade. Em primeiro lugar, é importante entender, que para haver paz na sociedade, é indispensável que haja a paz individual, a paz interior, a paz de cada homem, de cada mulher consigo mesmo. E esta paz é conseguida com a consciência pura, limpa e livre de qualquer pecado, ou seja, só teremos a paz interior quando estamos na amizade com Deus e com o irmão, portanto , quando estamos com a consciência tranqüila. E isso só acontece quando praticamos os dois mandamentos: Quando amamos  a Deus e ao próximo como a nós mesmo.
            A paz armada daqueles que carregam uma arma consigo para obrigar a todos a não perturbar a sua paz, não é uma paz verdadeira.  A paz armada é uma "paz" tensa, estressante, inquieta, e de vida curta.  Pois é como estar sentado em cima de um paiol de pólvora,  rodeado de pessoas caminhando em sua volta, com tochas de fogo nas mãos.  Por isso, a chamada paz armada é um prenúncio da guerra. Pois há qualquer momento tudo pode explodir!
            Essa é a paz que o mundo de hoje nos oferece!   Tiroteios, explosões de caixas eletrônicos, podem acontecer a qualquer momento. Infelizmente não existe mais nenhum lugar no mundo onde poderíamos encontrar a paz. 
            E qual a causa, ou as causas dessa inquietude, desse desassossego? 
            Em primeiro lugar, é a falta de Deus nas mentes dos homens e mulheres. O ser humano atual descartou a aproximação dom o Criador, e escolheu viver por seus próprios recursos, e quando isso não funciona, ou não dá certo, recorrem ao uso ou emprego das armas para obrigar os seus oponentes a lhes deixar em "paz", lhes deixar a fazer o quem bem quiserem, sem nenhum limite!  Seguir a Deus significa observar limites. E isso é contra a filosofia de vida de muitos dos homens atuais.
            Em segundo lugar, com a explosão demográfica, com o acasalamento sem limite dos jovens, com a política de apoio à natalidade fora da família, e por causa da nossa fraca catequese a qual não está sendo eficiente na conversão da juventude, temos muito mais gente no mundo e menos comida, temos mais pessoas e  menos dinheiro para comprar o que os comerciais da TV nos manda comprar.  De um lado temos uma propaganda contínua que nos incentiva, nos obriga a comprar muitas coisas. Do outro lado, temos salários vergonhosos de menos de mil reais. Como pode uma jovem, um jovem sustentar uma família com tão pouco dinheiro? Ou seja, como pode sustentar a companheira mais filhos do prazer, se ganha um salário desses? Mas alguns dos  jovens, os bem intencionados,  têm de se sujeitar a trabalhar por uma pequena e insignificante  remuneração, caso contrário ficará desempregado, e presa fácil do comércio de drogas.  Ele não quer entrar nesse mundo!  Mas ele precisa de dinheiro rápido e fácil. Sendo que nem todos têm a coragem de roubar. 
            Sem dinheiro, sem Deus e sem limites, a juventude não tem  alternativa.  E a culpa é da nossa catequese fraca que não sai dos limites paroquiais, para não dizer, que não vai além das paredes da paróquia.
            Essa é, portanto a causa geradora da guerra urbana e também rural, em que estamos vivendo. Parece que agora só nos resta rezar muito para que o mal não se espalhe de forma tão rápida.
            Conclusão: Que Deus nos ajude a sermos instrumentos de sua paz, e que reconheçamos Maria mãe de Deus e nossa mãe, como intercessora dos nossos clamores enquanto estivermos penando neste vale de lágrimas! Amém.

Evangelho de hoje - Lc 2,16-21

Evangelho - Lc 2,16-21
Encontraram Maria e José e o recém-nascido.
E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,16-21
Naquele tempo:
16Os pastores foram às pressas a Belém
e encontraram Maria e José,
e o recém-nascido, deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito
sobre o menino.
18E todos os que ouviram os pastores
ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos estes fatos
e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus
por tudo que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito.
21Quando se completaram os oito dias
para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus,
como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
Palavra da Salvação.

Orientações da Igreja aos casais de segunda união

Na Exortação Apostólica do Papa João Paulo II, a "Familiaris Consortio" (Sobre a Família), o saudoso Papa polonês deixou orientações claras, da Igreja, sobre esses casais. São pessoas divorciadas que contraíram nova união fora da Igreja.

O Pontífice pediu que eles "não se considerem separados da Igreja, podendo, e devendo, enquanto batizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança" (n.83). São palavras claras.

Mas o Santo Padre deixa claro o seguinte: "A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à Comunhão Eucarística os divorciados que contraíram nova união. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio".

E explicou que só poderiam se confessar e comungar, "quando o homem e a mulher, por motivos sérios - por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges». João Paulo II proíbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto, mesmo pastoral, de fazer, em favor dos divorciados que contraem uma nova união, cerimônias de qualquer gênero, porque estas dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais válidas, e consequentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimonio contraído validamente. E termina afirmando que "mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade".

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) repete esta mesma orientação nos parágrafos 1651 e seguintes. O Papa Bento XVI confirmou esse ensinamento. Esses casais podem e devem verificar se o primeiro casamento deles foi válido. Se for o caso podem entrar com a Petição no Tribunal da Igreja para solicitar a Declaração de Nulidade de seus casamentos. Muitas são as razões que podem levar o Tribunal a declarar a nulidade de um casamento. Como recomendou o Papa João Paulo II esses casais não devem se afastar da Igreja, e devem pedir a Deus, sem cessar, a graça de resolverem essa situação. E que as comunidades os ajudem.

Felipe Aquino

O que é um Sacramento ?

Procuremos, em primeiro lugar, compreender bem o que é um sacramento, donde vem e para que serve. Esta simples noção fará cair já a maior parte das objeções, como, perante a exposição clara da verdade, dissipam-se todos os erros.

O catecismo diz que "sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las."

Desta definição resulta que três coisas são exigidas para constituir um sacramento:

a) "Um sinal sensível", representativo da natureza da graça produzida. Deve ser "sensível" porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um sinal. Este sinal sensível consta sempre de "matéria" e de "forma", isto é, da matéria empregada e das palavras pronunciadas pelo ministro do sacramento.

b) Deve ser "instituído por Jesus Cristo", porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida mortal, instituiu pessoalmente os sete sacramentos, deixando apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários, realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância.

c) "Para produzir a graça". Isto é, distribuir-nos os efeitos e méritos da redenção que Jesus Cristo mereceu por nós, na cruz... Os sacramentos comunicam esta graça, "por virtude própria", independente das disposições daquele que os administra ou recebe. Esta qualidade, chamada pela teologia "ex opere operato", distingue os sacramentos da "oração", das "boas obras" e dos "sacramentais", que tiram a sua eficácia "ex opere operantis" das disposições do sujeito.

Vivendo o sacramento do perdão

Prepare-se bem para fazer uma boa confissão!
Receba a plenitude da paz!

O Senhor esteja em seu coração, e o transforme!

O Senhor esteja em seus pensamentos, para que sejam nobres!

O Senhor esteja em seus lábios, para que anuncie sua bondade!

Seja você um(a) digno(a) filho(a) de Deus, e corresponda ao seu amor!

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Coloque-se agora na presença do Deus misericórdia!

Deixe que Ele olhe bem dentro de você e o ajude a avaliar a sua vida!

Reze e medite com muita confiança!

Senhor Jesus, ajudai-me a olhar sem medo para minha vida. Dai-me sinceridade para assumir fraquezas, erros e omissões. Que vosso Espírito Santo faça reconhecer minhas faltas de amor e meus atos egoístas. Mostrai-me claramente aquilo que estou falhando no amor para convosco, no amor para com as pessoas na minha família, no amor para com aqueles que me cercam e no amor para comigo mesmo. Dai-me humildade para arrepender, para pedir perdão com sinceridade e para decidir a ser melhor. Maria Santíssima, rogai por mim a vosso divino Filho! Amém!

A Palavra do Senhor é luz!

(Lc 15,3-7) Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:

Naquele tempo, Jesus contou-lhes esta parábola: ”Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontra-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.
(ou Lc 19,1-10 – Lc 23,39-43 – Jo 15,1-8 – Jo 15,9-14)

- Reconheça seu pecado. Peça perdão. Encontrará assim, o caminho da verdadeira vida!
- Reconheça com humildade suas fraquezas, o Pai o abraçará e fará com você uma festa!
- Deixe agora a salvação entrar em seu coração. Só assim você será plenamente feliz!

Á luz da Palavra do Senhor, examine sua vida:

1- Deus ocupa o primeiro lugar em minha vida, em minhas decisões familiares, profissionais? Sua Palavra, seu Evangelho tem valor de decisão sobre a ética de meus atos?

2- Creio, confio e amo a Deus acima de tudo e de todos? Qual é o lugar da oração como diálogo com Deus ao longo de meu dia? Culpo a Deus, quando meus interesses são contrariados?

3- Participo de minha comunidade, principalmente das celebrações dominicais? Frequento a missa e recebo a santa comunhão?

4- Tenho mantido presença e diálogo dentro de minha família? Tenho cuidado com carinho dos idosos e doentes, principalmente de meus familiares?

5- Respeito a vida desde sua concepção? Deixo-me levar pelo ódio, pela agressividade? Tenho de deixado levar pelo instinto de dominação dos outros? Procuro reconciliar-me, pedindo e dando perdão das ofensas?

6- Tenho vivido minha sexualidade com responsabilidade e com amor? Deixo-me levar pelo erotismo e pelo instinto de posse do outro?

7 – Sou honesto e justo no meu trabalho? Apropriei-me de algo que pertence ao outro? Respeito tudo o que pertence ao comum do povo? Pago os impostos justos? Tenho explorado do trabalho de outras pessoas? Devolvi o que tirei indevidamente?

8- Falo e espalho facilmente os erros e fraquezas dos outros? Difamei gravemente alguém, causando-lhe prejuízo social? Tenho enganado ou acusado pessoas com mentiras?

9 – Tenho traído meu matrimonio com adultérios e outras infidelidades? Tenho sido sincero no diálogo familiar e na partilha dos bens? Sei escutar as alegrias e as dificuldades da minha família?

10- Sou grato a Deus por minha vida e por tudo o que tenho? Vivo reclamando e invejando os outros? Deixo-me levar pela ganância de ter sempre mais, sem me importar com os outros?

Ato de contrição – Súplica de perdão

Senhor meu Deus e meu Pai, eu me arrependo sinceramente dos pecados que cometi! Arrependo-me do mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer! Reconheço que minhas atitudes, gestos e palavras ofenderam a vós, quando ofendi minha família, as pessoas que me cercam e a minha comunidade. Ajudado por vossa misericórdia, farei o possível para emendar a minha vida, para ter atitudes nobres, justas e leais e viver mais fielmente a vós!

Senhor Deus de misericórdia, tende piedade de mim, e consolai-me com vosso perdão! Amém!

Ao confessar-se:

- Apresente-se diante do sacerdote com a fé de quem se apresenta diante do próprio Jesus, de quem o sacerdote é ministro.

- Apresente-se dizendo: “Padre, dai-me vossa benção porque pequei!”

-Diga a quanto tempo foi a sua última confissão. Pode informar sobre seu estado civil ou profissão.

-Quando seu pecado envolve outras pessoas, seja discreto e procure limitar-se a sua responsabilidade pessoal.

- Ouça os conselhos do sacerdote, e espere que o sacerdote imponha as mãos sobre você e reze a oração da absolvição.

-Preste atenção no ato de penitência ou de reparação que o sacerdote lhe pedir. A penitência não é pagar os pecados, mas para ensinar a não pecar, é escola de santidade!

Oração de agradecimento

Senhor Jesus, agradeço-vos de todo coração pela graça de minha confissão e pelo perdão recebido. Obrigado pelo ministério da Igreja, que me dá a segurança desse perdão. Que vossa paz envolva todo o meu ser e me faça viver e conviver com alegria. Fazei que eu comunique a todos essa paz. Dai-me força de perdoar de coração a todos que me ofenderam. Fazei que eu possa reparar com amor e generosidade todo o mal que tenha causado a alguém. Maria Santíssima, Senhora Aparecida, obrigado por me acolher em vossa casa e me conduzis a vosso Filho. Vos prometo, de todo o coração, viver sempre na presença de Deus, participar melhor da minha Comunidade e agir como cristão na sociedade. Dai-me vossa benção materna! Amém!
Pai Nosso...
Ave-Maria...
Glória ao Pai...

O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz! (Nm 6,24-26)
Vá em paz e o Senhor te acompanhe.

Saiba em qual texto Bíblico encontramos a instituição de cada sacramento.

O Evangelho não fala de sete sacramentos, mas vai enumerando todos os sete, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo:

O Batismo

Sua instituição e preceito estão positivamente marcados nos seguintes textos: "Em verdade vos digo, disse Jesus a Nicodemos, quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3, 5). "Ide, ensinai todas as gentes, disse Jesus a seus discípulos, batizando-as, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). "O que crer e for batizado, será salvo", (Mc 16, 61). "Recebe o batismo e lava os teus pecados", disse Ananias a Saulo (At 22, 16). Os Apóstolos administravam o batismo a todos os que desejavam alistar-se na religião nova. Três mil pessoas receberam o batismo das mãos de S. Pedro, no dia de pentecostes (At 2, 38-41).

A Crisma

Os atos dos apóstolos provam que o seu rito exterior consiste na imposição das mãos, diferente do batismo que utiliza a água. Os apóstolos Pedro e João, enviados a Samaria, "punham as mãos sobre os que tinham sido batizados", e recebiam estes o Espírito Santo (At 8, 12-17). Do mesmo modo, S. Paulo, vindo a Éfeso, batizou, em nome de Jesus Cristo, discípulos de João e a "eles impôs as mãos, para que o Espírito Santo baixasse sobre eles" (At 19, 1-6). Para que S. Paulo imporia as mãos sobre quem já era batizado se a Crisma não fosse um sacramento que confirmasse o Batismo, completando os dons do Espírito Santo? Segundo estes textos, compreende-se claramente que Pedro e João de um lado, e Paulo de outro, deram o Espírito Santo, pela imposição das mãos. Ora, uma tal prática seria ridícula, se eles o fizessem fora da vontade e das prescrições do Mestre. A Crisma é, pois, um sacramento instituído por Nosso Senhor.

A Eucaristia

A palavra "Eucaristia" provém de duas palavras gregas "eu-cháris": "ação de graça", e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho.

Essa presença não foi contestada nem mesmo por Lutero. Em carta a seu amigo Argentino (De euch. dist. I, art.) falando sobre o texto evangélico "Isto é o meu corpo", ele diz: "Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais".

Eis, em S. João, os termos de que Jesus Cristo se serviu, falando a primeira vez deste grande sacramento: "Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo" (Jo 6, 48-52).

Que clareza nessas palavras! Que quer dizer isso: "Eu sou o pão vivo - o pão que eu darei é a minha carne". É ou não é a carne de Cristo? É ou não é Cristo que será o pão que deve ser comido? Será que Deus não saberia se expressar direito se desejasse fazer uma simples alegoria?

E não é só isso! Nosso Senhor continua, cada vez mais positivo e mais claro: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele. O que me come... viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu... O que come este pão, viverá eternamente!" (Jo 6, 54 - 59).

Eis um trecho claríssimo, que não deixa margem à dúvidas. Nosso Senhor afirma categoricamente: "... minha carne é verdadeiramente comida". É impossível negar algo tão claro: a carne de Cristo, dada aos homens para remissão dos pecados, é para ser comida; e quem comer desta carne "viverá eternamente".

Cristo afirma, repete, reafirma, e explica que o pão que ele vai dar é o "seu próprio corpo" - que seu corpo é uma "comida" - que seu sangue é uma "bebida" - que é um pão celeste que dá a vida eterna.

Ao negar a presença eucarística, se nega as palavras de Cristo.

Cristo diz: "Este é o meu corpo".

Cristo ajunta: "Minha carne é verdadeiramente comida".

Cristo completa: "O que me come... viverá por mim.".

Cristo repete: "O que come a minha carne, fica em mim".

A posição daqueles que rejeitam as verdades dos sacramentos, é igual a posição que tomaram os fariseus: "Como pode este dar-nos a sua carne a comer?" (Jo 6, 53). Retiram-se murmurando: "É duro demais, quem pode ouvir uma tal linguagem!" (Jo 6, 67).

Que fará Jesus, dissipa o equívoco e explica que é simbólico o que Ele acaba de dizer, para que não se perdessem os que se retiravam?

Não! Vira-se para seus Apóstolos e, num tom que não admite réplica, pergunta: "E vós também quereis abandonar-me?" (Jo 6, 68). É como se afirmasse: quem não desejar aceitar a verdade, que retire-se com os outros! A verdade é essa e não muda.

E S. Pedro lança este sublime brado de fé: "Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e conhecemos que tu és Cristo, o Filho de Deus" (Jo 6, 67-70).

É a cena da promessa da eucaristia, que ia sendo preparada por Nosso Senhor em seus Apóstolos, que acreditavam e amavam mesmo sem entender!

Aos que não acreditam nessa graça, cabe uma pergunta muito objetiva: Seria possível Cristo ser tão solene e tão claro, utilizando palavras tão majestosas e escandalizando a tantos incrédulos, apenas para prometer-nos um "pedaço de pão", que devemos comer em sua lembrança?

Seria impossível.

Agora, examinemos a instituição da Eucaristia.

O dia escolhido é a véspera da morte do Messias. Em meio das ternuras lacerantes do adeus, neste momento onde, deixando aqueles que se amam, fala-se com mais coração e com mais firmeza, porque, estando para morrer, não se estará mais para explicar ou interpretar as próprias palavras. Neste momento, pois, num festim preparado com solenidade (Lc 22, 12), impacientemente desejado (Lc 22, 15), eis que se passa:

" Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. " (Lc 22, 19).

" Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. " (Mt 26, 27-28)

Que magnífica simplicidade e previsão nos termos!

O original grego é mais forte ainda: "Isto é o meu corpo, meu próprio corpo, o mesmo que é dado por vós - Isto é meu sangue, meu próprio sangue da nova aliança, o sangue derramado por vós em remissão dos pecados".

E no texto siríaco, tão antigo como o grego, feito no tempo dos Apóstolos, diz-se: O que se nos dá "é o próprio corpo de Jesus, seu próprio sangue".

Não há outro sentido possível nesses textos. É a presença real afirmada, inequivocamente, pelo Messias, Redentor nosso, que derramou seu sangue na Cruz por nossos pecados.

Que precisão nas palavras e que autoridade! Quanto poder nestas palavras: "Lázaro, sai do sepulcro!" E Lázaro sai imediatamente. "Mulher, estás curada!" E ela fica curada. "Isso é meu corpo!" E esse é o corpo do Cristo.

E S. Paulo, na sua epístola aos Coríntios (11, 23 - 30): "Eu recebi do Senhor... que, na noite em que foi traído, tomou o pão. E tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Esta é a nova aliança no meu sangue, fazei isto, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo... Porque o que come e bebe indignamente, como e bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte)" (I Cor 11, 23 - 30).

S. Paulo diz, com esta lógica que lhe é peculiar: "Quem comer este pão ... indignamente, será culpado do corpo do Senhor" (1 Cor 11, 27) - e ainda no mesmo sentido: "O que come indignamente, come a sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor" (1 Cor 11, 29).

Ou seja, S. Paulo afirma que, comungando indignamente, somos culpados do corpo de Jesus Cristo. Ora, como é que alguém pode ser culpado do corpo de Cristo se este corpo não estiver no pão que come?

Comer um pedaço de trigo, sem devoção e com a alma manchada, pode ser um crime, o qual a vítima "come sua própria condenação"?

Aliás, o que S. Paulo afirma acaba condenando o protestantismo: É culpado do corpo do Senhor e come sua própria condenação, quem não discerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço de pão, e come este pão indignamente.

Eis a verdade irrefutável da Eucaristia.

Confissão

A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo.

Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

Os homens pecam

É necessário obter o perdão desses pecados

Nosso Senhor instituiu um sacramento para a remissão dos pecados

A confissão deve ser feita a um Padre.

Diferença entre "atrição" e "contrição"

O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

Vamos às respostas:

1) Os homens pecam:

Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?

"Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).

"Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).

O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar atos contrários ao seu criador.

2) É necessário obter o perdão desses pecados:

"Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).

"Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).

Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

3) Nosso Senhor instituiu um sacramento:

Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados?

Nos diz S. João: "Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo 1, 8).

Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).

A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus filhos.

No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ... soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).

Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23).

A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até o fim do mundo" (Mt 28, 20).

O livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (At 19, 18).

Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa diretamente com Deus.

4) A confissão deve ser feita a um padre:

Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente.

Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja.

Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los.

De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.

Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?

5) Contrição e Atrição

A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento.

A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama à Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).

Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".

Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

6) O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

exame de consciência

ter arrependimento (atrição ou contrição)

propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam

confessar-se sem omitir nada

cumprir a penitência estabelecida pelo confessor

A Unção dos Enfermos

É o quinto sacramento instituído por Jesus Cristo, sem que saibamos em que época o instituiu. A Sagrada Escritura, como para a Crisma, nos transmite apenas o rito exterior e o efeito produzido. O Evangelho diz que "à ordem do Senhor... os apóstolos expeliam muitos demônios e ungiam com óleo a muitos enfermos, e os curavam" (Mc 6, 13). Eis um fato, é a ordem do Senhor.

A instituição da extrema-unção decorre destas palavras de S. Tiago: "Está entre vós alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E o Senhor o aliviará, e se estiver em algum pecado ser-lhe-á perdoado" (Tgo 5, 14-15).

Nunca o Apóstolo teria prometido tais efeitos a uma unção, na enfermidade, sem firmar-se na autoridade divina da instituição deste sacramento. A extrema-unção é, pois, verdadeiramente um sacramento.

A Ordem

A Ordem é o sacramento que dá o poder de desempenhar as funções eclesiásticas, e a graça de fazê-lo santamente. Em outros termos, é o sacramento que faz os sacerdotes, ou ministros de Deus. Muitos textos da Sagrada Escritura provam a existência do sacerdócio e indicam o rito de ordenação sacerdotal. Lemos de fato que Nosso Senhor fez uma seleção entre os discípulos: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi", diz Ele (Jo 15, 16). Aos discípulos eleitos, chamados apóstolos, o divino Mestre confia as quatro atribuições particulares do sacerdócio:

Oferecer o santo sacrifício: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22, 19). É a ordem de reproduzir o que ele tinha feito: mudar o pão em seu corpo e o vinho em seu sangue divino.

Perdoar os pecados: Os pecados serão perdoados aos que vós os perdoardes (Jo 20, 23).

Pregar o Evangelho: Ide no mundo inteiro, pregando o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16, 15).

Governar a Igreja: O Espírito Santo constituiu os bispos para governarem a Igreja de Deus (At 20, 28).

Eis os poderes dados por Nosso Senhor Jesus Cristo a seus ministros ou sacerdotes, representados pelos primeiros sacerdotes, que foram os apóstolos.

Quanto ao rito de ordenação, não é menos claramente indicado: Consiste ela na imposição das mãos. S. Paulo escreve: "Não desprezes a graça que há em ti e te foi dada por profecia pela imposição das mãos do presbitério" (1 Tim 4, 14). Chama-se presbitério a reunião dos bispos e padres que concorreram para a ordenação de Timóteo, de que S. Paulo foi o principal ministro, como se vê claramente na segunda epístola dirigida ao mesmo discípulo. "Por este motivo, diz ele, te admoesto que reanimes a graça de Deus, que recebestes pela imposição de minhas mãos" (2 Tim 1, 6).

O exemplo dos apóstolos nos mostra a transmissão dos poderes sacerdotais pela ordenação. E por onde Paulo e Barnabé passavam, "ordenavam sacerdotes para cada Igreja" (At 14, 22).

Tudo isso prova, claramente, que os apóstolos tinham recebido de Jesus a divina investidura de poderes, que iam assim distribuindo pela imposição das mãos; e esta investidura é o sacramento da Ordem.

O Matrimônio

É o último na série dos sacramentos. O casamento que era antes de Jesus Cristo mero contrato, é um verdadeiro sacramento da nova lei. Não sabemos exatamente o tempo nem o lugar em que Jesus Cristo instituiu este sacramento; pensam os teólogos que foi nas bodas de Caná. Outros pensam que foi na ocasião em que o Salvador restaurou a unidade e a indissolubilidade primitivas. Interrogado a respeito do divórcio, Cristo responde que não era lícito por nenhum motivo, que nem o direito de separar-se tem o homem e a mulher, exceto o caso de adultério (Mt 19, 3-9).

Outros, ainda, pensam que foi instituído depois da ressurreição, e promulgado por S. Paulo, na epístola aos efésios (5, 25-33).

Pouco importa o tempo e o lugar, o certo é que o matrimônio foi por Jesus elevado à dignidade de sacramento, como resulta positiva e irrefutavelmente da Sagrada Escritura: "Não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19, 6). Ou seja, Deus uniu os noivos!

Este mistério, ou sacramento, é grande em relação a Cristo e à Igreja, diz S. Paulo (Ef 5, 32). Isso é grande, em relação a Cristo, porque é instituição divina; grande em relação à Igreja, que deve mantê-lo na sua unidade e indissolubilidade.

O rito externo foi indicado por S. Paulo: é a mútua tradição e aceitação do direito sobre os corpos, em ordem aos fins do casamento, formando uma união santa, como é "santa a união do Cristo com a sua Igreja" (Ef 5, 25).

O Batismo de Crianças e o Batismo de Adultos

Muitos protestantes costuma argumentar que o Batismo de Crianças não aparece na Bíblia. Como conclusão, defendem que só os adultos podem ser batizados.

Primeiramente, nem tudo está na Bíblia, como afirma S. João: "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25).

Ou seja, o fato de não estar na Bíblia não prova que não se deva batizar crianças.

A pergunta deveria ser inversa: Onde estão as provas bíblicas para a afirmação de que apenas os adultos devem ser batizados?

Agora, vamos provar que Deus deseja o batismo das crianças.

A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31-33), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikos", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).

Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).

Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)

Na "Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui a circuncisão da "Antiga Aliança", como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8o dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

O manual dos Apóstolos, também conhecido como 'didaqué', prescreve o batismo para crianças.

Ou seja, era costume dos apóstolos batizarem as crianças, segundo a importância que é o sacramento do "Batismo", pois "quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus".

A posição protestante é insustentável, visto que se eles tivessem que seguir tudo o que a Bíblia ordena, como ficariam certas normas do Antigo Testamento que não foram abolidas no Novo, mas pela Igreja que eles rejeitam? Exemplos: Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no sábado (Ex. 35,3). Não semear diferentes espécies no mesmo campo (Lev. 19,19). Não semear e colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25 3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três anos (Lev 19, 23-25).

E, depois, se os pais são responsáveis perante Deus pelo sustento, proteção, educação, amparo etc de seus filhos, quanto mais seriam pelo bem espiritual?