quinta-feira, 27 de março de 2014

Reflexão do Evangelho de hoje CONFIGURADOS EM JESUS VENCEREMOS O INIMIGO

Neste  tempo forte, sugestivo à reflexão, somos convidados  a  confrontar o nosso comportamento  com a Palavra de Deus e numa revisão de vida   ajustar o  nosso viver com os valores do evangelho!  
De Olívia
Somos nós que tecemos a nossa vida e  quando optamos pelo  fio da graça de Deus, com certeza construímos um belo tecido! Para que sejamos tecidos fortes, bonitos, resistentes, precisamos aprender com Jesus, como não nos deixar enganar pelas linhas falsas que nos são oferecidas por aí. São estas linhas falsas que comprometem a beleza e a resistência do nosso tecido!
O evangelho de hoje nos desperta, sobre a importância da união, nos alerta  sobre o perigo da divisão, seja na família, na comunidade  no trabalho...
Precisamos estar sempre unidos, respeitando sempre as diferenças. Um grupo significa um todo, por isto se torna forte, mas, se este "todo" se divide, as duas partes enfraquecem e ao invés de  produzirem  frutos,  passam a ser adversárias!  É aí que se abre uma porta para o mal!
Para muitos de nós, quando criança, a figura do Demônio, ( aquele que divide) que nos foi passada, era de um bicho feio com chifres e orelhas compridas, mas hoje nós  sabemos, que  o demônio não se apresenta assim, pelo contrario, ele é sedutor, aparece de uma forma bonita e sutil para nos atrair! 
Todos nós sabemos que o demônio existe e que ele tem poder. Só Deus é mais forte do que ele, por isto, é importante estarmos sempre em sintonia com Deus, pois só  em Deus, conseguiremos vencê-lo.
O mal e o bem confrontam dentro de nós, somos nós, que vamos escolher qual dos dois queremos cultivar!  Permitir que o mal  instale dentro de nós, é ferir o coração do  Criador, que  criou-nos unicamente  para o bem!
Quando o mal insiste em instalar dentro de nós, é sinal de que não estamos cuidando do bem que Deus plantou em nossos corações. E ao invés de alimentarmos este  bem, estamos alimentando aquilo que é nocivo, que nos impede de sermos felizes: o ódio, o ressentimento, a indiferença...
Assim como as plantas bem cuidadas, conseguem crescer em meio às ervas daninhas, nós também, quando enraizados em Cristo e nos deixamos ser cuidados por Ele, conseguimos crescer, mesmo em meio as pedras e espinhos, que muitas vezes tentam dificultar a nossa caminhada de fé.
Como cristãos verdadeiros comprometidos com o evangelho, não podemos deixar que nenhum inimigo se aposse de nós!
O mal nunca  sobreporá   o bem, se estivemos  embebidos no amor do Pai, embasados na força do Filho, e iluminados pela  luz do Espírito Santo.
Temos ao nosso alcance um poderoso “antivírus” contra o mal que é  JESUS! Configurados Nele, venceremos o inimigo!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS - Olívia

Evangelho de hoje - Lc 11,14-23

Evangelho - Lc 11,14-23
Quem não está comigo, está contra mim.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,14-23
Naquele tempo:
14Jesus estava expulsando um demônio que era mudo.
Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar,
e as multidões ficaram admiradas.
15Mas alguns disseram:
'É por Belzebu, o príncipe dos demônios,
que ele expulsa os demônios.'
16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu.
17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes:
'Todo reino dividido contra si mesmo será destruído;
e cairá uma casa por cima da outra.
18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo,
como poderá sobreviver o seu reino?
Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios.
19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios,
vossos filhos os expulsam por meio de quem?
Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.
20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios,
então chegou para vós o Reino de Deus.
21Quando um homem forte e bem armado
guarda a própria casa,
seus bens estão seguros.
22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele,
vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava,
e reparte o que roubou.
23Quem não está comigo, está contra mim.
E quem não recolhe comigo, dispersa.
Palavra da Salvação.

Reflexões sobre a “ideologia de gênero”


diadamulherA “revolucionária” ideologia de gênero vem tentando se implantar no Brasil por meio de grandes esforços do poder reinante ou dominante. Diante desta situação, incumbe-nos, enquanto brasileiros e cristãos, saber o que é essa ideologia muito comentada, mas pouco definida, quais são suas raízes, como ela se impõe, que objetivos tem e qual deve ser a nossa posição frente a ela.
É ponto de partida desse sistema ideológico o seguinte postulado: nós nascemos com um sexo biológico definido (homem ou mulher), mas, além dele, existiria o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido. Desse modo, em última análise, não existiria uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher.
Nada de novo debaixo do sol. Simone de Beauvoir, filósofa existencialista, já dizia exatamente isso. Não se nasce mulher, mas você se torna mulher; não se nasce homem, mas você se torna homem. Em suma, nada dependeria da natureza, mas, sim, de uma construção sociocultural capaz de levar a relações igualitárias entre dois seres humanos, naturalmente, diferentes quanto à sexualidade.
Uma nota da Conferência Episcopal do Peru, emitida em abril de 1998, com o título La ideologia de género: sus peligros y alcances aponta a raiz marxista e ateia desse sistema ideológico e assegura que segundo a ideologia de gênero, não é a natureza, mas a sociedade quem vai impondo ao homem ou à mulher certos comportamentos típicos. Desse modo, se a menina prefere brincar de casinha ou aconchegar a boneca isso não se deveria ao seu instinto natural à maternidade, mas tão-somente a uma convenção social dominadora. Se as mulheres se casam com homens e não com outras mulheres, isso nada teria de natural, mas dever-se-ia apenas a uma “tradição social” das classes dominantes.
Mais: se o homem brinca de bola e sente necessidade de trabalhar fora de casa a fim de melhor sustentar a família ao passo que as mulheres preferem, via de regra, passar mais tempo em casa junto aos filhos (cf. Sueli C. Uliano. Por um novo feminismo. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 51-53), não estariam, de modo algum, atendendo a seus anseios inatos, mas apenas se acomodando ao desejo elitista de uma tradição opressora que deve ser rompida a qualquer momento. Sim, pois segundo os defensores da ideologia de gênero essas construções sociais opressivas só serviram até hoje para minimizar a mulher frente aos homens. Seria necessário conscientizá-las de que a sua vida de casa, cozinha e criança não tem mais sentido, essa conscientização levaria a mulher a entender o quanto é explorada e enganada pelo modelo patriarcal de sociedade em que vivemos.
Uma vez liberta, ela poderia optar por reconstruir-se do modo que bem entender. Faria a sua escolha sexual com todas as consequências dela derivadas, ou seja, poderia também optar por levar adiante uma gravidez ou praticar o aborto que, na doutrina de gênero, não seria crime algum, mas, ao contrário um direito que caberia à mãe. Embora, para não chocar a sociedade com o homicídio, prefira-se um termo manipulado por meio de engenharia verbal como é, por exemplo, “interrupção voluntária da gravidez”.
Isso posto, já devemos – coma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do Homem e da Mulher na Igreja e na Sociedade, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 31 de maio de 2004 – aproveitar fazer, rapidamente, a refutação de duas correntes contemporâneas que propalam pensamentos absurdos a respeito da mulher: a subordinacionista, que a vê qual escrava, submissa ao homem em nível familiar e social, e a de gênero, desejosa de apagar as diferenças naturais entre homem e mulher. Afinal, a Escritura apresenta a mulher como ezer (auxiliar ou companheira) do homem por analogia com Deus que é ezer do homem (cf. Gn 2,4-25; Êx 18,4; Sl 10,35). Há entre mulher e homem complementaridade, apesar das diferenças fisiológicas e psicológicas (não meramente culturais). Iguais quanto à sua dignidade – um não é mais que o outro – não se identificam em suas características peculiares, pois Deus criou homem e mulher, não um andrógino polimorfo ou capaz de ter várias formas.
Outro ponto a ser refutado é o que defende a liberdade de construção sexual. Com efeito, assim como toda ideologia, a de gênero – considerada pelo estudioso argentino Jorge Scala, em sua obra Ideologia de gênero: neototalitarismo e morte da família (São Paulo: Katechesis, 2011), a mais radical já conhecida na história, pois se aplicada destruiria o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família – é também mentirosa. Ela oferece às pessoas a ilusão de que serão plenamente livres em matéria sexual, contudo, uma vez que essas pessoas tenham tomado a mentira por verdade, são aqueles que detêm o poder real que escolherão, a seu beneplácito, o modo como o povo deverá – padronizadamente – exercer a sua sexualidade sob o olhar forte do Estado que tutelaria para que cada um fizesse o que bem entendesse. Dentro da cartilha estatal, é óbvio. Só não se toleraria, por enquanto, as relações sexuais não consentidas, todas as demais seriam válidas e deveriam ser toleradas pelo Governo e pela sociedade em geral como lícitas.
Ora, uma ideologia tão antinatural e artificial dessas não consegue se impor do dia para a noite, nem recebe tão fácil acolhida da população, mas, ao contrário, provoca resistências entre as pessoas sensatas em geral. Daí os arautos da ideologia de gênero usarem, de modo conjunto, importantes estratégias para dominarem o grande número de hesitantes.
Sim, é imprescindível contar com os meios de propaganda de grande alcance tais como o rádio, o jornal, as revistas, a TV, a internet, pois são veículos de comunicação unidirecionais, ou seja, não permitem que o receptor da informação dialogue com o emissor (sabemos como são manipuladas as opiniões que se enviam para os sites) para, no caso de gênero, por exemplo, contestá-lo das inverdades que diz. Apenas se aceita muito passivamente aquilo que lhe é transmitido.
Outro meio formidável é o sistema educacional formal ou a escola. Por meio dela – em um processo educacional inverso ao que sempre se conheceu, no qual o papel primordial da educação ética e religiosa cabe aos pais – se veiculariam os métodos impostos pelo Estado a ditarem as normas de vida social aos alunos e estes deveriam, em casa, ensinar seus pais ou responsáveis doutrinando-os a fim de que também aceitem as novas concepções totalitárias, incluindo como carro-chefe a revolucionária ideologia de gênero, mãe de todas os outros “libertinismos” sexuais.
Tudo isso, porém, depende, para ser imposto, de uma ardilosa máquina de propaganda que age especialmente, a partir de três etapas fundamentais: primeiro, usar, desde logo, uma palavra comum, mas com sentido totalmente diferente. Desse modo, falar-se-ia em sexo e gênero, alternadamente, como se fossem meros sinônimos até que as pessoas, de maneira imperceptível, começassem a usá-las sem se questionar, ao menos em alguns ambientes específicos como as escolas, redações de jornais, rádios, igrejas etc.
Segundo, bombardear a opinião pública pelos meios de educação formais (escola) e informais (rádios, TVs, jornais, revistas, internet) valendo-se da palavra antiga com sentido novo ou transfigurado pela cirurgia ideológica nela realizada. Aqui já se substituiria o vocábulo sexo por gênero e se lhe acrescentaria os sentidos revolucionários de “sexo socialmente construído” em oposição ao sexo biologicamente dado pela natureza, falar-se-ia em “tipos de casamentos” e não mais no matrimônio monogâmico e estável com bases religiosas, etc.
Observa-se, então, que as pessoas aceitariam o termo clássico (sexo) com um conteúdo novo (gênero). Estaria imposta, por uma forte “heterossugestão”, um novo modelo de pensar: simples homens e mulheres, sem qualquer pressuposto filosófico, sociológico ou antropológico, estaria falando, de modo falacioso, que gênero é a “autoconstrução livre da própria sexualidade”. A opinião pública estaria dominada para acatar todo tipo de “vida sexual” contrária à natureza: poligamia, prostituição, orgias, pedofilia, pornografia, zoofilia (relação sexual com animais), necrofilia (encenação de ato sexual com defuntos) etc.
Tudo isso graças ao substrato de uma nova linguagem de características obscuras, próprias para causar confusão na mente de quem com elas toma contato, evitando, assim, que o ouvinte ou o leitor consiga rebater a mensagem implícita naqueles termos que parecendo esdrúxulos têm uma finalidade muito específica na veiculação da ideologia de gênero. Alguns deles são “sexismo”, sexualidade polimórfica, homofobia, “androcentrismo”, tipos de família, “parentalidade”, heterossexualidade obrigatória, etc. e quem toma contato, sem pressupostos, aceita às escuras tais termos e os repete trabalhando, ingenuamente, para a ideologia de gênero e, por consequência, contra a vida, a família e os alicerces da própria sociedade.
Pergunta-se, então, se diante de uma ideologia “revolucionária” e perversa, como se revela ser a ideologia de gênero, cabe aos católicos a coragem ou o medo? – Scala responde com uma citação de Jean Gitton, filósofo francês, que diz o seguinte: “Em todos os séculos, diz-se que a Igreja vai cair, e ela se mantém. É incrível. Em cada século diz-se que não é como os séculos precedentes, que desta vez é definitiva e que a Igreja não se salvará. E sempre se salva. Veja, ainda no século XX. O comunismo a enterraria. Todo mundo dizia isso. Eu também esperava o pior, na Europa e em todos os lugares. O que aconteceu? A Igreja enterrou o comunismo. E já veremos que a mesma coisa vai acontecer com o liberalismo que se acredita eterno. Aos olhos humanos nenhuma pessoa sensata poria um centavo nas ações do ‘Catolicismo’. Hoje em dia se diz: o consumismo e o sexo varrerão a Igreja. Bom, eu não acredito. Uma vez mais, acontecerá algo, não sei o quê. Repito: é incrível. Toda esta história é inverossímil” (Mi testamento filosófico apud Scala, p. 195).
Certo é que não basta só confiar nessa força sobrenatural da Igreja, é preciso fazer a nossa parte conhecendo e apresentando ao público a verdadeira face da ideologia de gênero escondida atrás de uma fantasia carnavalesca. Olha-nos sorridente para conquistar-nos. Uma vez conseguido seu intento, fecha sua carranca e ataca-nos impiedosamente para destruir a vida, a família e os valores sociais alicerçados na lei natural moral que ensina a fazer o bem e evitar o mal. Todavia, quem se julgar livre para defender os valores naturais e cristãos pode ser duramente perseguido, moral e fisicamente, como já se faz, ainda que um tanto veladamente, em não poucos países. A classificação de “retrógrado” e outros nomes é muito comum na verbalização e condenação daqueles que conseguem refletir sobre esses fatos.
Em tempos como os nossos, ter coragem para defender os princípios cristãos libertadores – é para a liberdade que Cristo nos libertou, Gl 5,1 – é expor-se ao próprio martírio de sangue, mas as palavras do Senhor Jesus nos encorajam: No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo (cf. Jo 15,18-27).
Fazemos votos para que todas as forças vivas da nação se unam em defesa da vida e da família e, consequentemente, da sociedade em geral a fim de que possamos, diante de Deus, deixar ao nosso povo em geral, especialmente às nossas crianças, adolescentes e jovens, a certeza de que não fomos omissos e lutamos, dentro da lei e da ordem, para que uma ideologia que pretende ser “revolucionária” como a de gênero não os prejudicasse. Nem hoje, nem amanhã.
Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.

Como viver bem o tempo da Quaresma

PensamentoNeste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20);  “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, “voltamos ao pó” que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: “És pó, e ao pó tu hás de tornar”. (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas nos lembram que após a morte prestaremos  contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (caridade), práticas que a Igreja chama de “remédios contra o pecado”. É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos,  a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca”.
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar  a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda  durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua “lembrança”, mas a sua “presentificação”; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, “torna-se presente a nossa redenção”.
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo assim ser melhor e viver melhor.
____________________
Prof Felipe Aquino

Tire suas dúvidas sobre o Sacramento da Confissão

Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência
O tempo da Quaresma nos convida à penitência, à conversão, à mudança de vida. E para nos prepararmos bem neste período é necessário que façamos, pelo menos, uma boa confissão.
A melhor Penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Sugerimos que assista aos vídeos gravados pelo Padre Demétrio para esclarecer todas as suas dúvidas sobre este assunto:

1. Santidade e pecado: https://www.youtube.com/watch?v=vEG4XQDb5zs
2. O Sacramento da Confissão: https://www.youtube.com/watch?v=b8VackITSoU
3. Pecados mortais e veniais: https://www.youtube.com/watch?v=weItnjTUHxM
4. O exame de consciência: https://www.youtube.com/watch?v=nLZxtSyeAS4
5. A confissão dos pecados: https://www.youtube.com/watch?v=4oZI7kBEbWw
7. A satisfação: https://www.youtube.com/watch?v=D59kqaCGNc8
8. A confissão comunitária: https://www.youtube.com/watch?v=tvgIkvd_yRo

Exercita-te na piedade – EB

(1Tm 4,7)
Certa vez o Apóstolo São Paulo recomendou a seu jovem discípulo Timóteo: “Exercita-te na piedade” (1Tm 4,7). Estes dizeres têm mais densidade do que à primeira vista parecem ter.
Gýmnaze seautòn pròs eusébeian. O verbo grego gýmnaze lembra a ginástica, o exercício físico, o atletismo, que São Paulo mais de uma vez evoca para ilustrar o que seja o treinamento espiritual do cristão (cf. 2Tm 2, 4). A ginástica era, para os gregos, cultores da estética, um exercício típico e compendioso, que implicava o cultivo das artes ou da técnica e uma certa sabedoria…; em suma, era tida como indispensável à saúde do corpo e à grandeza humana do indivíduo. Os gregos chegavam a atribuir ao exercício físico um significado religioso: teria sido inventado pelos deuses, de modo que os jogos atléticos na Ásia Menor (Turquia de hoje) eram considerados cerimônias religiosas; a violação das  regras do esporte era tratada como sacrilégio.
O Apóstolo exorta Timóteo à “ginástica” depois de lhe dizer que rejeite as fábulas ímpias de pessoas caducas. O discípulo, portanto, não se deixará levar  pelo delírio e a caducidade de doutrinas levianas, mas há de manter a forma… não no plano físico, e sim da eusébeia ou da piedade. Este é outro vocábulo caro a São Paulo, que o utiliza dez vezes nas epístolas pastorais (1/2Tm, Tt): significa mais do que a prontidão à oração; designa, sim, o crescer na intimidade com Deus, a familiaridade com o “mistério da piedade” (1Tm 3, 16). Frente aos erros que ameaçavam a Igreja quando o Apóstolo escrevia a Timóteo, o treinamento na familiaridade com Deus seria a salvaguardada e a defesa dos discípulos.
Corroborando a exortação. O Apóstolo continua: “O exercício (gymnasía) corporal é útil a pouca coisa” (1Tm 4,8). Com efeito; o Apóstolo reconhece os enormes sacrifícios que faz um atleta para desenvolver a musculatura e desempenhar-se galhardamente na corrida e no pugilato (cf. 1Cor 9, 25-27); mas verifica quão exíguos são os frutos de tal treinamento: a coroa a ser conquistada é perecível, os aplausos humanos são efêmeros, o corpo estará sempre sujeito à moléstia e à morte. Ao contrário, a eusébeia produz frutos preciosos: “é proveitosa a tudo, pois contém a promessa da vida presente e da futura” (1Tm 4,8).
É com estas palavras do Apóstolo ante os olhos que iniciamos um novo ano (…). Novo ano que não significará envelhecimento, mas, ao contrário, um vigoroso rejuvenescer, se, no decorrer dos seus doze meses, soubermos exercitar a piedade, a  procura incessante de Deus e dos valores definitivos; o treinamento espiritual há de ser fonte de fortaleza na vida presente e penhor de inextinguível alegria na futura!
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 332 – Ano 1990 – p. 1

terça-feira, 25 de março de 2014

30 mil devotos reverenciam Padre Cícero em Juazeiro

Image-0-Artigo-1573822-1
Com orações, choros e muitos louvores, os fiéis celebraram o aniversário do religioso que ainda hoje congrega milhares de seguidores na cidade
fotos: carlos bezerra

Juazeiro do Norte Fé, devoção, choro e muitas orações marcaram as comemorações em torno dos 170 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, realizadas ontem neste município. Os festejos começaram cedo, por volta das 5 horas da manhã, com show pirotécnico anunciando o nascimento do homem que, após 80 anos de sua morte, ainda hoje é visto como o maior benfeitor da cidade e uma das personalidades mais polêmicas das últimas décadas. Conforme cálculos da Polícia Militar, cerca de 30 mil pessoas participaram das celebrações eucarísticas realizadas nas comemoração.
A Semana Padre Cícero, que acontece dentro das comemorações em torno do aniversário do sacerdote, teve início no último domingo, com a realização de encontros, debates, palestras, apresentações de grupos de tradição, fanfarras, shows artísticos, peças de teatro, feira de artesanato, inaugurações e a 32º edição da Corrida Padre Cícero, que saiu da Praça da Sé, em Crato, com destino à Praça Padre Cícero, no Centro de Juazeiro do Norte, onde houve apresentações de grupos culturais da cidade e o corte de um bolo gigante, produzido com cerca de 170 metros de cumprimento, após milhares de pessoas entoarem o "Parabéns pra Você" em homenagem ao "Cearense do Século".
Ontem, por volta das 6 horas da manhã, dez párocos da Diocese de Crato celebraram missa campal, auxiliados por um frade capuchinho da Diocese de Recife, no adro da capela do Socorro. As comemorações se estenderam por quase todo o dia com a realização de celebrações eucarísticas em algumas paróquias e apresentações culturais ao pé da estátua do "Padim", na Colina do Horto.
Milhares de fiéis aproveitaram o feriado municipal para visitar o "casarão" onde o sacerdote gostava de receber visitas para tomar café e discutir assuntos de natureza política ou religiosa e o Museu de Padre Cícero, um dos principais pontos turísticos da cidade, onde estão guardadas muitas relíquias pertencentes ao líder religioso.
À tarde, foram realizadas missas na Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores e na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Salesianos. Por volta das 18 horas, milhares de fiéis saíram às ruas da cidade para participar da Procissão das Flores, que culminou com a realização da II Renovação do Sagrado Coração, no Largo do Socorro, marcando o encerramento da programação religiosa das comemorações natalícias.
A Polícia Militar estimou que cerca de 30 mil fiéis estiveram participando das programações religiosas realizadas nas imediações da capela do Socorro. Milhares de pessoas prestaram homenagens ao "Padim" ajoelhados em frente ao altar da capela, onde estão depositados os restos mortais do sacerdote.
Muitos fiéis, principalmente mulheres de idade mais avançada, não suportaram a emoção e choraram diante do túmulo de Padre Cícero. Caravanas de outros Estados chegaram à Juazeiro do Norte ainda na semana passada trazendo romeiros de cidades de Pernambuco, Paraíba e Piauí. Desta vez, o número de devotos alagoanos foi menor do que em anos passados.
Alguns dos romeiros que participaram da festa disseram que o número de participantes neste ano só não foi maior porque muitos motoristas de caminhões pau de arara não quiseram se arriscar nas rodovias federais, com receio de multas ou apreensão dos veículos. "Na minha cidade mesmo muita gente deixou de vir prestigiar "meu Padim" porque o menino do caminhão ficou com medo", disse o agricultor Cícero José de Oliveira, da cidade de Souza, na Paraíba, que veio prestar agradecimentos ao Padre Cícero por uma graça que diz ter alcançado.
"Minha filha era doente de uma perna e não tinha médico que desse jeito. A menina só se curou depois que eu me apeguei junto a Padre Cícero. Hoje, com as bênção de Deus e a intervenção do "Padim", a menina tá curada", afirma.
A professora aposentada Maria de Lourdes Batista, que é natural de Picos, no Piauí, mas mora em Juazeiro do Norte há cerca de 12 anos, diz que participou da festa com a intenção de orar pedindo que Deus conceda a ela a graça de ver seu "santo protetor" beatificado. "É o que eu mais peço a Deus hoje em dia. Já fui muito assistida por Padre Cícero e gostaria muito de poder viver até o dia em que ele possa ser reabilitado como sacerdote de Cristo na Terra pelo Vaticano. Tenho fé que o papa Francisco há de nós dar essa alegria", avalia a professora.
Caravana
As comemorações em torno dos 170 anos também marcam o deslocamento do projeto Caravana do Meu Padim, elaborado para difundir Juazeiro do Norte e propagar o Padre Cícero àqueles que ainda não conhecem a história do religioso, à outras regiões do país. O material, formado por relíquias de sacerdote, doadas por pessoas próximas a ele, será deslocado em um caminhão que percorrerá as nove capitais do Nordeste, começando o itinerário por Salvador (BA). Conforme o coordenador do projeto, Marcelo Fraga, esse percurso deverá durar cerca de seis meses.
A Caravana passará pela feira da São Cristóvão (RJ). De São Paulo, seguirá para Brasília, onde permanecerá de frente Esplanada dos Ministérios. Irá até o centro do poder, para receber parlamentares e autoridades do governo, na finalidade de expor um pouco da história e trajetória do Padre Cícero e sua importância para o Brasil.
Roberto Crispim
Colaborador
Mais informações:

Secretaria de Cultura e Romariade
Juazeiro do Norte
Rua Santo Agostinho, s/nº
Telefone(88)3512.3380
Centro–Juazeiro do Norte