sábado, 29 de junho de 2013

Por amor a Jesus, tomar a cruz a cada dia




66849_451282744953872_1330935505_nNão há como seguir e servir a Jesus sem tomar a cruz. São Pedro disse:
“Na medida em que participais dos sofrimentos de Cristo, alegrai-vos, para que na revelação de sua glória possais ter uma alegria transbordante. Bem aventurados sois se sofreis injúrias pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa em vós.” (1Pe 4,13-14).
Sentimos em nossa carne, que a conquista da perfeição cristã é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos.
Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, precisa dela e a enriquece.
Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente, Ele dirige os nossos caminhos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão invisível de Deus a nos conduzir.
Edith Stein dizia que não sabia para onde ia, mas que estava em paz porque tinha certeza de que era Deus quem a conduzia. O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, cruzes, mas é para a nossa santificação. As provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual.
A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos, o Senhor exige:
“Aquele que quer ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, a cada dia, e siga-me.” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia.”
Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado.“O salário do pecado é a morte.” (Rom 6,23).
Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em“matéria prima” da nossa salvação.
Quem quer amar a Jesus não deve ter medo da cruz e deve tomá-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos liberta.
Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvinciliar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo.” (v.3).
Em seguida mostra-nos que tudo é válido na luta contra o pecado: “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado.” (v.4).
Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho.” (Prov. 3,11).
Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico lhes aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos.
Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma. A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhê-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua: “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?” (v.7).Somos filhos legítimos de Deus e não bastardos, por isso Ele nos corrige (v.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade.” (v.10).
Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem, assim como o artista vai esculpindo a bela imagem na madeira.
A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças. A obra será bela. A nossa natureza, é claro, sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação.
O segredo para sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal.” (Mt 6,34).
Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia. Cada um de nós tem a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio. Não rejeitemos a cruz como crianças que rejeitam o remédio amargo que cura.
Prof. Felipe Aquino
Retirado do livro: “Só por ti Jesus”

Apelo à consciência



dv360033“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).
São Francisco de Sales dizia que “o homem é a perfeição do universo; a alma, a perfeição do homem; o amor; a perfei­ção da alma…” Nessa perfeição da alma, criada pelo amor de Deus, está a consciência, a voz cândida de Deus em nosso interior. Ghandi dizia que o único tirano a quem ele se curvava incontinente era aquela vozinha suave que lhe falava ao coração…
Nada existe de mais precioso na vida do homem e da mu­lher do que a própria consciência. Todo aquele que lhe obede­cer será grande e todo aquele que a destruir se autodestruirá. Dói no coração ver por quão pouco se vende em nossos dias a própria consciência! Como dizia o Padre Antônio Vieira: “Con­juga-se o verbo roubar em todos os tempos e modos… É a misé­ria da criatura humana que vende a própria consciência, como Cristo foi vendido pelas trinta moedas de prata. Se o homem soubesse que a sua consciência e impagável, jamais faria negó­cio com ela. Se ele pensasse que a única paz verdadeira, autên­tica e sustentada reside na tranqüilidade de uma consciência pura, ele não a pisaria pelo brilho do metal, pelos prazeres do mundo nem pela satisfação do próprio orgulho. A cada instan­te, faz-se calar brutalmente a voz interior de Deus, pelo canto estridente das sereias do mundo: dinheiro, fama, “status”, esnobação, sexo, comida, bebida, prazeres e mais prazeres… E a pressão é forte a tal ponto que a consciência acaba por calar-­se totalmente, levando seu antigo proprietário àquele estado de embriaguez do espírito caracterizado pelas afirmações que hoje ouvimos: Não existe pecado! Tudo é lícito! Tudo é nor­mal! E proibido proibir! E assim por diante.
O Papa Paulo VI dizia que esse era o pior pecado do nosso tempo.
Quando a criatura não respeita mais sua consciência, en­tão ela não respeita mais a Deus e a ninguém; é aí, então, que todos correm perigo, porque o homem transforma-se no mais perigoso animal irracional, abandonado aos impulsos compul­sivos dos seus sofisticados instintos. A partir daí, todas as suas potências – a inteligência, a vontade, a memória, etc. – são co­locadas a serviço da satisfação dos seus instintos liberados…
É ao que hoje assistimos! Todas as barbáries que presen­ciamos todos os dias e que parecem renovar-se cada vez mais, são os frutos amargos dessa triste e sombria realidade do ho­mem que massacrou a própria consciência e que já não tem mais temor sequer do próprio Deus.
A Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, quando fala da “Dignidade da consciência moral, diz: “Na intimidade da cons­ciência, o homem descobre uma lei. Ele não a dá a si mesmo. Mas a ela deve obedecei; Chamando-o sempre a amar e fazer o bem e a evitar o mal, no momento oportuno a voz desta lei lhe soa nos ouvidos do coração: ‘Faze isto! Evita aquilo!’ De fato o homem tem uma lei escrita por Deus em seu coração. Obede­cer a ela é a própria dignidade do homem, que será julgado de acordo com esta lei. A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz (…). Quanto mais, pois, prevalecer a consciência reta, tanto mais as pessoas se afastam de um arbí­trio cego e se esforçam por se conformar às normas objetivas da moralidade. Acontece não raro, contudo, que a consciência erra, por ignorância invencível, sem perder no entanto sua dig­nidade. Isso porém não se pode dizer quando o homem já não se preocupa suficientemente com a investigação da verdade e do bem, e a consciência pouco a pouco pelo hábito do pecado se torna quase obcecada.”
Essas palavras da Igreja, pronunciadas há trinta anos, sob a luz do Espírito Santo, precisam ser profundamente medita­das e acolhidas. Por si mesmas elas nos explicam toda a tragé­dia moral do nosso tempo: corrupções, crimes hediondos, vio­lências, depravações, etc. Sem o retorno ao respeito à cons­ciência não haverá salvação, pois o homem que não respeita a si mesmo e a Deus, não respeita a nada e a ninguém. Só a lei da consciência pode gerar unia nova sociedade, fraterna, limpa, justa e pacífica. Ao invés de apelarmos para que se aumente o número de policiais, para se instaurarem CPI’s, para que se ins­titua a pena de morte, enfim ao invés de buscarmos tantos outros paliativos, é melhor apelarmos para que cada um res­peite à voz sagrada da consciência. Sem isso é utopia querer construir um homem novo e uma nova sociedade.
“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).Não é isso que temos visto a todo o instante? Urge curar o coração do homem e resgatar a sua consciência para se poder curar o mundo.
Prof. Felipe Aquino
Retirado do livro: “Em busca da perfeição”

O que é Escatologia?




O estudo da Escatologiarelogio diz respeito aos acontecimentos que afetarão cada indivíduo no fim de sua jornada terrestre. São eles: Morte, Juízo Particular, Purgatório, Inferno e Céu. E a Escatologia coletiva trata dos acontecimentos relacionado com o fim dos tempos, a saber: Parousia (2a. vinda de Cristo), Ressurreição da Carne, Juízo Final ou Universal e os “Novos Céus e Nova Terra”.
 A MORTE é onde se dá a separação entre o corpo e a alma. Deus não é o autor da morte. Foi o homem que, usando mal a liberdade que Deus lhe deu, pecou, e ao pecar, permitiu que a morte entrasse no mundo.
O JUÍZO PARTICULAR ocorre imediatamente após a morte, e define se a alma vai para o Céu, inferno ou purgatório. Não há uma ação violenta de Deus, mas simplesmente a alma terá nítida consciência do que foi sua vida terrestre, e assim, se sentirá irresistivelmente impelida para junto de Deus (Céu), ou para longe da presença de Deus (Inferno) ou ainda para um estágio de purificação (Purgatório).
O PURGATÓRIO é o estado em que as almas dos fiéis que morrem no amor a Deus, mas ainda com tendências pecaminosas, se libertam delas através de uma purificação do seu amor. Ou seja, são almas justificadas, mas que ainda precisam ser santificadas (clique AQUI para maiores detalhes). O Purgatório fortalecerá o amor de Deus no íntimo da pessoa, a fim de expurgar as más tendências. Todas as almas do Purgatório, posteriormente, irão para o Céu.
O INFERNO é um estado de total infelicidade. É viver eternamente sem Deus, sem amar, sem ser amado. A alma percebe que Deus é o Bem Maior, mas sua livre vontade o rejeita e sabe que estará para sempre incompatibilizada com Deus. Isso gera um imenso vazio na alma que passa a odiar a Deus e às suas criaturas. Só vai para o inferno quem faz uma recusa a Deus consciente, livre e voluntária. Mas como pode existir o inferno se Deus é bom e nos ama? Veja a resposta AQUI.
O CÉU não é um lugar acima das nuvens, mas sim, um estado de total Felicidade capaz de realizar todas as aspirações do ser humano. No Céu participamos da Vida de Deus. E quanto maior for o amor que a pessoa desenvolveu neste mundo, mais penetrante será a participação na Vida de Deus. Assim, no Céu todos são felizes, mas em graus variados, pois cada um é correspondido na medida exata do seu amor. Deus é Amor, amor que se dá a conhecer a quem ama. Não há monotonia no Céu, mas sim, uma intensa atividade de Conhecer e Amar.
Vale aqui o registro de que o Limbo seria o “local” eterno onde ficariam as crianças que morrem sem o Batismo. Não teriam a visão sobrenatural de Deus, mas uma visão natural mais perfeita do que temos. No entanto, o Limbo sempre foi uma suposição e jamais foi um artigo de fé. Ao invés disso, tais crianças são confiadas pela Igreja à misericórdia de Deus, que acreditamos ter um caminho de salvação própria a elas.
D. Estêvão Bettencourt
Fonte: Apostila do Mater Ecclesiae – Escatologia
29/06/2013 - 03h20

Gustavo Romano: No plebiscito, eleitores não têm poder, apenas esperança de influenciar decisão

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GUSTAVO ROMANO
ESPECIAL PARA A FOLHA

A ideia de um plebiscito pode parecer simples e soar como vitória, mas, das soluções possíveis, é a que traz mais incertezas e é a mais fácil de ser manipulada.
Ao contrário de um referendo, onde o eleitor vota em uma lei já pronta, no plebiscito ele vota em uma ideia. O resultado da votação apenas estabelece diretrizes para a elaboração, posteriormente, de uma lei pelo Legislativo.
Além disso, enquanto o resultado do referendo sempre vincula, o do plebiscito é menos preciso. O legislador, tendo ouvido as ruas, pode acabar legislando de uma maneira distinta.
Plebiscito é como comprar casa na planta: o eleitor vota na esperança de que o legislador legislará conforme instruído. Mas, depois de ter votado, perde o controle. Se a casa não for o que se esperava, paciência.
Referendo é como comprar a casa já pronta: é pegar ou largar. Mas, se largar, é preciso derrubar a casa e recomeçar do zero. Daí o diálogo ser crítico durante a elaboração do projeto.
Mas ainda que o legislador esteja politicamente comprometido a ouvir a voz das urnas, tal voz é facilmente manipulável no plebiscito.
Pense na seguinte pergunta: "Você é a favor do voto em lista fechada?"
Se a maioria vota pelo "não", o legislador continua sem saber o que o eleitor quer. Sabe apenas o que o eleitor não quer.
Desde que não legisle pela lista fechada, terá respeitado a vontade do eleitor.
Ou pense nessa variação: "Você prefere o voto em lista fechada ou distrital?"
Aqui o eleitor tem uma opção a mais, mas a pergunta deixa de fora as outras possibilidades. A opção pelo voto distrital não significa que ele é o preferido do eleitor, mas apenas que a outra opção apresentada é ainda pior.
O eleitor estará votando não necessariamente naquilo que quer, mas contra aquilo que não quer.
Em um plebiscito, o verdadeiro poder não reside no eleitor, mas em quem formula a pergunta.
Mesmo que lhe sejam apresentadas todas as opções possíveis (o que é improvável), o eleitor ainda não sabe exatamente no que está votando já que não sabe como o legislador interpretará o resultado.
29/06/2013 - 02h00

Proposta de plebiscito tem apoio de 68%

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DE SÃO PAULO

A iniciativa da presidente Dilma Rousseff de propor um plebiscito para destravar a reforma política foi bem aceita pela população.
Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros acham que Dilma agiu bem ao propor uma consulta popular sobre a criação de um grupo de representantes eleitos pelo povo para propor mudanças na Constituição. Só 19% entendem que ela agiu mal. Outros 14% não souberam responder.
Quando o Datafolha pediu uma opinião específica sobre a reforma política, 73% afirmaram que são a favor da apreciação desse tema por parte do grupo de eleitos. Opiniões contrárias somam 15%.
O apoio ao plebiscito ocorre de forma mais ou menos uniforme entre homens e mulheres e em todas as faixas de renda, idade e escolaridade. No Nordeste, a aceitação é de 74%. No Sul, de 57%.
Editoria de Arte/Folhapress

NacionalSão Paulo. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou, ontem, o corte, por meio de decreto, de R$ 355 milhões em gastos de custeio, entre 2013 e 2014, sendo R$ 129,5 milhões este ano e R$ 226 milhões no ano que vem.

Dentre as medidas anunciadas, como forma de compensar a revogação do aumento das tarifas, estão a extinção de 2036 cargos em comissão que já estão vagos, o fim da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, que será transformada em um órgão da Casa Civil e da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), a serem fundidas por um projeto de lei.

Ele confirmou que haverá demissões com a reforma administrativa, mas não citou números.

Alckmin confirmou, ainda, que o helicóptero usado pelo Palácio dos Bandeirantes será vendido e que um total de 1044 veículos alugados ou próprios serão cortados da frota.

O governador disse também que haverá corte de 10% nos gastos nas diárias de viagens e das passagens aéreas e que o programa de economia de água, já existente em alguns órgãos públicos, será ampliado. Ainda de acordo com o governador, a redução com luz será de 10% e com as telefonias fixa e móvel será em torno de 20%.

O mesmo percentual será cortado com combustíveis. "Não cortaremos um centavo de investimento, renegociaremos mais contratos". Ele confirmou a extinção da Centro de Pesquisas e Estudos de Turismo da UniverCidade (Cepetur) e da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco). 

R$ 350 MILHÕES

Alckmin anuncia corte de gastos

29.06.2013


NacionalPrimeiro parlamentar a ser preso no exercício do mandato, o deputado cumprirá pena como os demais detentos
Brasília. Após se entregar à Política Federal na manhã de ontem, o deputado federal Natan Donadon (PMDB) foi encaminhado para o presídio da Papuda, em Brasília, na tarde de ontem, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O deputado se apresentou em uma rua de Brasília ao superintendente da PF no Distrito Federal, Marcelo Moseli, e outros policiais federais FOTO: AGÊNCIA CÂMARA

O juiz da Vara de Execuções Penais, Ademar de Vasconcelos, decidiu que Donadon ficará em cela comum na cadeia PDF-1, porém separado dos demais presos, pois ele ainda é parlamentar. A assessoria informou que o juiz Vasconcelos afirmou que "o Estado tem a obrigação de manter a integridade física de Donadon porque ele ainda é deputado federal".

Segundo a assessoria do TJ-DF, Donadon cumprirá pena como os demais detentos, com direito a banho de sol e "sem regalias". O parlamentar é o primeiro deputado com ordem de prisão no exercício do mandato desde a redemocratização do País.

Prisão

Donadon se apresentou em uma rua de Brasília ao superintendente da PF no Distrito Federal, Marcelo Moseli, e outros policiais federais. Ele se entregou em frente a um ponto de ônibus e assinou o mandado na rua mesmo. O parlamentar terá que passar por exames e ficará preso até ser transferido para um presídio.

Ao longo de toda quinta-feira a PF utilizou informações de inteligência, seguiu carros suspeitos, fez buscas no apartamento funcional e no gabinete, além de realizar intensas negociações com os advogados do parlamentar para tentar viabilizar a prisão. Porém, o deputado não foi encontrado e preso.

Donadon fechou um acordo para se entregar de forma espontânea e se encontrou com o chefe da PF no Distrito Federal. Inicialmente, ele chegou a descumprir um acerto com a PF para se apresentar até o início da tarde. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, participou da negociação para que não houvesse turbulência no processo.

Foi acertado que não haveria uma exposição de Donadon. Uma das preocupações era com a imagem dele sendo preso por agentes da Polícia Federal.

O deputado começou a ser procurado desde o fim da tarde de quarta-feira. A busca partiu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a imediata prisão do parlamentar.

Donadon foi denunciado em 1999. Ele foi condenado em outubro de 2010, quando o tribunal entendeu que ficou comprovada sua participação em esquema na Assembleia de Rondônia que, de acordo com as apurações, desviou R$ 8,4 milhões por meio de simulação de contratos de publicidade.

Nesta semana, os ministros entenderam que não cabia mais chance para recursos e determinaram a prisão. 

CONDENADO POR DESVIOS

Donadon é levado para presídio

29.06.2013