sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Primeiro Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”



primeiro-mandamento1Jesus tornou perene os Dez Mandamentos como lei moral. Quando o jovem lhe perguntou o que era necessário fazer para ganhar o céu, Ele disse: “Se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos. Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra pai e mãe” (Mt 19,16-19).
O primeiro dos Mandamentos se refere ao amor de Deus. Jesus resumiu assim: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento” (Mt 22,37). Estas palavras seguem as do Antigo Testamento: “Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único” (Dt 6,4-5).
O primeiro mandamento condena o politeísmo e as formas de idolatria, adorar outros deuses. Amar a Deus é crer e esperar  Nele, e amá-lo acima de tudo. Adorar a Deus, orar a Ele, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promessas, obedecer a seus Mandamentos.
São faltas graves contra o Primeiro Mandamento a superstição, o ateísmo, a magia, o espiritismo, a idolatria, a simonia (comércio de funções sagradas), a blasfêmia contra Deus e os santos, tentar a Deus, recurso a Satanás ou aos demônios para descobrir o futuro, consulta a horóscopos, necromantes, cartomantes, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns; tudo isto esconde uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. É o chamado ocultismo (cf. Lv 19,31; 20,6.9.27; Dt 3,19; 18,9-14; 1Cr 10,12-13). Também a feitiçaria, com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – mesmo que seja para proporcionar a este a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião.
A superstição é o desvio do sentimento religioso. É acreditar por exemplo em sorte dada por uma ferradura colocada na porta, sal grosso para espantar maus espíritos, etc.
A ação de tentar a Deus consiste em pôr a prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência.
O grande pecado é colocar Deus em segundo lugar, trocar o amor do Criador pelo das criaturas. Quem ama a Deus, obedece seus mandamentos e cumpre a sua santa vontade.
Prof. Felipe Aquino

O Mestre Chinês



China-solicita-os-produtos-de-minerais-que-baixem-o-preçoSão João da Cruz, doutor místico da Igreja, disse: “Onde não há amor, planta amor, e colherás amor”. Era uma jovem chinesa, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se dava bem com a sogra; os temperamentos eram muito diferentes e ela se irritava com os hábitos e costumes da sogra. As coisas foram piorando e a vida se tornou insuportável. Mas, na China, segundo as tradições antigas, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas a moça não aguentava mais, então, foi consultar um velho Mestre. Depois de ouvir a jovem, o Mestre pegou num ramo de ervas e mandou que ela começasse a colocar aquela erva venenosa aos poucos na comida da sogra, misturando na comida para envenená-la lentamente, sem que percebesse. E mandou também que ela tratasse muito bem a sogra todos os dias, com amizade, sem discutir com ela, ajudando-a a resolver todos os problemas da casa, para que ninguém suspeitasse dela, quando a sogra morresse.
Durante várias semanas a nora serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra, “com todo carinho”, colocando um pouco da erva a cada dia. E, como recomendou o Mestre, controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe. Um tempo depois, toda a família estava mudada. A nora controlava o seu temperamento e já não se aborrecia, e nem mais discutia com a sogra, que se mostrava amável com ela. Começaram a se tratar como mãe e filha.
Então, a moça foi procurar o Mestre, para lhe dizer que não queria mais a morte da sogra com aquele veneno. O Mestre sorriu, abanou a cabeça e disse: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foi você. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que você começou a dedicar-lhe”.
Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes dizem: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”. “Plante sementes”. “Não espere o resultado imediato… colha com paciência”. É um investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: a consciência de que fez o melhor.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reflexão do Evangelho de hoje “ O Espírito Santo age e faz! ”

O Espírito Santo é o agente por meio do qual Deus se manifesta para realizar a Sua vontade em nós e por nosso intermédio. Neste Evangelho Jesus nos ensina a  enfrentar os desafios da nossa missão confiando no Espírito Santo que Ele nos deixou. Assim como instruía aos seus discípulos como fazer quando   fossem levados diante dos homens e dos tribunais em defesa do reino de Deus, Jesus hoje também nos orienta como poderemos enfrentar tais situações. Jesus advertia e abria os olhos dos seus discípulos em relação às coisas que poderiam acontecer, porém, ao mesmo tempo, Ele lhes indicava a chave principal para que o reino de Deus se manifestasse com força: ficar aberto ao poder do Espírito Santo! Este é para nós também hoje um ensinamento precioso: não precisamos fazer cálculos, nem planos. Não precisamos nos atemorizar nem nos tornarmos subservientes às acusações e às apelações dos nossos carrascos.  Apenas, precisamos nos deixar conduzir pelo Espírito de Deus e perseverar com firmeza e determinação. A perseverança é o único esforço que precisamos fazer e é a parte que compete a cada um de nós. Não desistir, não perder a esperança nem a fé e deixar que o Espírito Santo, no momento exato, fará Deus reinar e tudo será realizado conforme o seu querer. - Você é uma pessoa perseverante: na oração, na Palavra, nos Sacramentos na vivencia do Amor?- Você tem se deixado conduzir pelo Espírito Santo quando vai dizer ou fazer alguma coisa? - Faça de hoje em diante esse propósito: tudo o que você fizer, peça a ajuda do Espírito Santo. 

Evangelho de hoje - Mt 10,17-22

Evangelho - Mt 10,17-22
Não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 10,17-22

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos:
17"Cuidado com os homens,
porque eles vos entregarão aos tribunais
e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18Vós sereis levados
diante de governadores e reis, por minha causa,
para dar testemunho diante deles e das nações.
19Quando vos entregarem,
não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer.
Então naquele momento
vos será indicado o que deveis dizer.
20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai
é que falará através de vós.
21O irmão entregará à morte o próprio irmão;
o pai entregará o filho;
os filhos se levantarão contra seus pais,
e os matarão.
22Vós sereis odiados por todos,
por causa do meu nome.
Mas quem perseverar até o fim,
esse será salvo".
Palavra da Salvação.

Nossa grande missão é anunciar Jesus



Evangelizar é "fazer Jesus acontecer" na vida da pessoa, da família ou da comunidade toda.

Quando um coração se abre para Jesus e O acolhe como seu Deus e Salvador, Senhor de sua vida, ocorre nele um grande acontecimento.

Com certeza, o maior e o mais importante acontecimento de sua vida.

Quando Jesus ressuscitado entra na nossa vida, abrem-se as portas para todos os outros acontecimentos bons, para todas as graças e bênçãos.

É isso que devemos fazer sempre: comunicar a Boa Nova de Jesus.

E, a cada dia, mais e mais pessoas são atingidas e tem seu encontro pessoal com esse verdadeiro amor que cura, salva e liberta. Nossa grande missão sempre foi e será anunciar Jesus Cristo vivo e vivido. Jesus, eu confio em vós!

Maria e José

A liturgia deste quarto domingo do advento nos apresentaram as figuras maiúsculas de Nossa Senhora e de São José.

Nossa Senhora, que nestes dias a liturgia chama de Nossa Senhora do Ó, nos introduz no mistério do Natal. Uma mulher que soube assumir a vontade de Deus com disponibilidade, que é a Imaculada Conceição, e que nos traz o Salvador do gênero humano.

A Virgem Maria nos convida a admirar o que o Senhor operou nela e a acreditar na vitória da vida onde nós só enxergamos sinais de morte. No Natal, Deus vem ao encontro dos homenspara oferecer a Salvação.  Esse encontro só será possível se tivermos o coração disponível   para o acolher e para abraçar a sua proposta.

Nossa Senhora está sempre atenta aos apelos de Deus e   responde com um "sim" generoso de total disponibilidade...  Esse "sim" torna possível a presença salvadora de Deus no mundo. Para nós, nestes dias em que antecedem ao Natal, fica aquela pergunta clássica: Será que eu sou capaz de dizer "sim" todos os dias, de forma que, através de mim, Deus possa nascer no mundo e salvar os homens?

São José é um homem a quem Deus envolve nos seus planos misteriosos, mas que tudo aceita, numa obediência total a Deus. Deste homem justo nós devemos nos questionar:Será que eu sou capaz de acolher os projetos às vezes misteriosos de Deus, com a mesma disponibilidade de José, em obediência total a Deus?

Miremos em Maria e José e como eles aceitaram o mistério grande de nossa salvação nos coloquemos envolvidos neste ambiente de graça e de expectativa natalina, redentora. Nestes dias que nos separam do Natal fica aquela certeza de que a celebração do nascimento de Jesus deve ser uma festa em que nosso coração é chamado a ser "manjedoura", a se abrir ao mistério divino. Por isso, depois de celebrarmos a novena preparatória ao Natal, é a hora de procurar a graça de Deus, a graça sacramental, para viver um Natal renovando na santidade e na graça.

Que a Luz bendita do menino-Deus encha nosso coração e nossa vida, iluminando o nosso novo ano de 2014. Eis que vem o desejado de todas as nações: ele encherá de glória a casa do Senhor (Ag 2,8).

Liturgias e Tradições

liturgia1-300x400No tema principal desenvolvido pela liturgia de Natal encontramos os elementos básicos da teologia e da pastoral da festa. O Natal não é só uma recordação de algo que sucedeu na história. Constantemente a liturgia enfatiza que o fato do nascimento de Jesus Cristo está ordenado à Redenção, à Páscoa, à Parusia. Segundo a terminologia dos antigos, o Natal é uma memória (mistério), cujo centro é a morte e ressurreição de Jesus Cristo, sempre presente e operante, como alma de toda celebração litúrgica.
Ao redor da liturgia de Natal formou-se, no decurso dos séculos, uma série de costumes folclóricos que contribuíram para criar um ambiente festivo na intimidade das famílias e nas ruas das aldeias e cidades. Já no século V foram compostos cantos populares sobre o mistério da Encarnação, inspirados na teologia e na liturgia de Natal. Quando, no século XIII, São Francisco de Assis e seus discípulos propagam a devota prática de construir presépios nas igrejas e nas casas, se estendem as cantigas de Natal, caracterizados pelo tom simples e ingênuo de suas letras e de suas melodias que se referem preferentemente aos sentimentos da Virgem e dos pastores ante a pobreza que Deus escolheu ao tomar um corpo humano.
Como para expressar visivelmente o significado da “iluminação” obtida pelo nascimento de Jesus Cristo, há muito tempo se introduziu o hábito de acender fogos durante a noite de Natal, substituindo tradições pré-cristãs. A iluminação extraordinária dos lugares públicos durante o tempo de Natal se inspirou nesses usos.
Desde o século XVI, nos países nórdicos, começa o hábito de reunir-se em torno de uma árvore? a árvore de Natal?, símbolo da graça alcançada pela Encarnação e pela morte na árvore da cruz de Jesus Cristo, em contraposição ao pecado que se originou na árvore do paraíso.
Também, se destinou para o dia de Natal a prática de trocar presentes e felicitações; prática sugerida pela que existia em Roma no primeiro dia do ano, chamada estréia. No início, simbolizava-se que era o menino Jesus quem oferecia os presentes; e mais adiante, seriam os Reis Magos quem distribuíam os dons, e não tanto pelo Natal como pela Epifania, em que se comemora o fato da entrega de seus obséquios a Jesus Cristo.
Por último, durante a oitava de Natal se celebram as “memórias” dos Santos Estevão, João Evangelista e Inocentes, como as mais antigas, às que o Oriente acrescentava a dos Santos Pedro e Paulo.
Tradições e Costumes
As tradições e costumes são uma maneira de fazer presente o que ocorreu ou o que se costumava fazer nos tempos passados. São os fatos ou obras que se transmitem de uma geração a outra de forma oral ou escrita. A palavra tradição vem do latim “traditio” que vem do verbo “tradere” que significa entregar. Poder-se-ía dizer que tradição é o que nossos antepassados nos entregaram.
No caso da Natal, o mais importante das tradições e costumes não é só o aspecto exterior mas seu significado interior. Deve-se conhecer por quê e para quê se levam a cabo as tradições e costumes para assim poder vivê-las intensamente. Este é um modo de evangelizar.
Existem muitas tradições e costumes tanto do Advento como do Natal, os quais nos ajudam a viver o espírito natalino; contudo, devemos recordar que este espírito encontra-se na meditação do mistério que se celebra.
O calendário
Ao fixar-se esta data, também ficaram fixadas à da Circuncisão e da Apresentação; a da Expectação (Nossa Senhora da Esperança) e, quiçá, a da Anunciação da Santíssima Virgem Maria; também a do Nascimento e Concepção do Batista. Até o século décimo o Natal era considerado, nos documentos pontifícios, o inicio do ano eclesiástico, como continua sendo nas Bulas; Bonifácio VIII (1294-1303) restaurou temporalmente este costume, o qual a Alemanha sustentou durante algum tempo mais.
As três Missas
As três missas assinaladas para esta data no Missal de Gelasio e no Gregoriano, com um martirológio especial e sublime, e com a dispensa, se for necessário, da abstinência, ainda hoje são guardadas. Embora Roma indique somente três Missas para o Natal, Ildefonso, um Bispo espanhol de 845, alude a uma tripla Missa no Natal: Páscoa, Pentecostes, e a Transfiguração. Estas Missas, de meia noite, ao alvorecer, e in die, estão misticamente relacionadas com a distribuição judia e cristã, ou ao triplo “nascimento” de Cristo: na Eternidade, no Tempo, e na Alma. As cores litúrgicas variavam: negro, branco, vermelho; e o Glória era só entoado ao princípio da primeira Missa desse dia.
Os presépios
No ano 1223 São Francisco de Assis deu origem aos presépios que atualmente conhecemos, popularizando entre os leigos um costume que até esse momento era do clero, fazendo-o extra-litúrgico e popular. A presença do boi e do burro deve-se a uma errônea interpretação de Isaías 1, 3 e de Habacuc 3, 2 (versão “Italiana”), apesar de aparecerem no magnífico “Presépio” do século quarto, descoberto nas catacumbas de São Sebastião no ano de 1877.
Os hinos e cantigas de natal
As primeiras cantigas de natal que se conhecem foram compostos pelos evangelizadores no século V com a finalidade de levar a Boa Nova aos aldeãos e camponeses que não sabiam ler. Suas letras falavam em linguagem popular sobre o mistério da encarnação e estavam inspiradas na liturgia da Natal. Chamavam-se “villanus” ao aldeão e com o tempo o nome mudou para vilancicos (do Espanhol “villancicos”). Estas falam em um tom simples e engenhoso dos sentimentos da Virgem Maria e dos pastores ante o Nascimento de Cristo. No século XIII estendem-se por todo o mundo junto com os presépios de São Francisco de Assis.
O famoso “Stabat Mater Speciosa” é atribuído a Jacopone Todi (1230-1306); “Adeste Fideles” data do século decimo sétimo. Mas, estes ares populares, e inclusive palavras, devem ter existido muito tempo antes que fossem postos por escrito.
Os vilancicos, ou cantigas de Natal, favoreciam a participação na liturgia de Advento e de Natal. Cantar cantigas de Natal é um modo de demostrar nossa alegria e gratidão a Jesus e escutá-los durante o Advento ajuda à preparação do coração para o acontecimento do Natal.
Os cartões de Natal
O costume de enviar mensagens natalinas se originou nas escolas inglesas, onde se pedia aos estudantes que escrevessem algo que tivesse a ver com a temporada natalina antes de sair de férias de inverno e o enviassem pelo correio à sua casa, com a finalidade de que enviassem a seus pais uma mensagem de Natal.
Em 1843, W.E. Dobson e Sir Henry Cole fizeram os primeiros cartões de Natal impressos, com a única intenção de por ao alcance do povo inglês as obras de arte que representavam o Nascimento de Jesus.
Em 1860, Thomas Nast, criador da imagem de Papai Noel, organizou a primeira grande venda de cartões de Natal em que aparecia impressa a frase “Feliz Natal”.
A árvore de Natal
Os antigos germânicos criam que o mundo e todos os astros estavam sustentados pendendo dos ramos de uma árvore gigantesca chamada o “divino Idrasil” ou o “deus Odim”, a quem rendiam culto a cada ano, no solstício de inverno, quando se supunha que se renovava a vida. A celebração desse dia consistia em adornar um pinheiro com tochas que representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno desta árvore bailavam e cantavam adorando ao seu deus.
Contam que São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, derrubou a árvore que representava o deus Odim, e no mesmo lugar plantou outro pinheiro, símbolo do amor perene de Deus e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão: as maçãs representavam as tentações, o pecado original e os pecados dos homens; as velas representavam Cristo, a luz do mundo e a graça que recebem os homens que aceitam Jesus como Salvador. Este costume se difundiu por toda a Europa na Idade Média e com as conquistas e migrações chegou à América.
Pouco a pouco, a tradição foi evoluindo: trocaram as maçãs por bolas e as velas por luzes que representam a alegria e a luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo.
As bolas atualmente simbolizam as orações que fazemos durante o período de Advento. As bolas azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de preces.
Costuma-se colocar uma estrela na ponta do pinheiro, que representa a fé que deve guiar nossas vidas.
Também costuma-se pôr adornos de diversas figuras na árvore de Natal. Estes representam as boas ações e sacrifícios, os “presentes” que daremos a Jesus no Natal.
Para aproveitar a tradição: Adornar a árvore de Natal ao longo de todo o advento, explicando às crianças o simbolismo. As crianças elaborarão suas próprias bolas (24 a 28 dependendo dos dias que tenha o Advento) com uma oração ou um propósito em cada uma, e conforme passem os dias as irão colocando na árvore de Natal até o dia do nascimento de Jesus.
Papai Noel (Santa Claus) ou São Nicolau
A imagem de Papai Noel, velhinho gorducho e sorridente que traz presentes às crianças boas no dia do Natal teve sua origem na historia de São Nicolau.
Existem várias lendas que falam acerca da vida deste santo:
Em certa ocasião, o chefe da guarda romana daquela época, chamado Marco, queria vender como escravo um menino muito pequeno chamado Adrian e Nicolau o impediu. Em outra ocasião, Marco queria apoderar-se de umas jovenzinhas se seu pai não lhe pagasse uma dívida. Nicolau se inteirou do problema e decidiu ajudá-las. Tomou três sacos cheios de ouro e na Noite de Natal, em plena escuridão, chegou até a casa e colocou os sacos pela chaminé, salvando, assim, as meninas.
Marco, que queria acabar com a fé cristã, mandou queimar todas as igrejas e prender todos os cristãos que não quisessem renegar sua fé. Assim foi como Nicolau foi capturado e preso. Quando o imperador Constantino se converteu e mandou liberar todos os cristãos, Nicolau havia envelhecido. Quando saiu do cárcere, tinha a barba crescida e branca e tinha as roupas vermelhas que o distinguiam como bispo; contudo, os longos anos de cárcere não conseguiram tirar sua bondade e seu bom humor.
Os cristãos da Alemanha tomaram a história dos três sacos de ouro deixados pela chaminé no dia de Natal e a imagem de Nicolau ao sair do cárcere, para tecer a história de Papai Noel, velhinho sorridente vestido de vermelho, que entra pela chaminé no dia de Natal para deixar presentes para as crianças boas.
O Nome “Santa Claus” vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St. Nick, St. Klauss, Santa Claus, Santa Clos.
Não obstante, o exemplo de São Nicolau nos ensina a ser generosos, a dar aos que não têm e a fazê-lo com discrição, com um profundo amor ao próximo. Nos ensina além disso, a estar atentos às necessidades dos demais, a sair de nosso egoísmo, a ser generosos não só com nossas coisas mas também com nossa pessoa e nosso tempo.
Por isso, o Natal é um tempo propício para imitar São Nicolau em suas virtudes.