segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A fé que remove montanhas

image003Um menino viajava sozinho em um trem de carga. Quando o trem chegou a uma estação, o chefe desta perguntou-lhe intrigado:
– Menino, o que você faz neste trem? Você sabe para onde este trem vai?
O garoto, muito tranquilo, lhe respondeu:
– Não se preocupe, senhor, estou apenas andando de trem. Gosto muito de andar de trem.
O chefe da estação, mais intrigado ainda, ordenou-lhe que saísse do trem e disse que providenciaria para que ele voltasse para casa. Nisso o garoto lhe respondeu, sorrindo:
– Não se preocupe, senhor, meu pai é o maquinista deste trem… Para onde o trem for, ele vai junto comigo…embuscadaperfeio
Essa história pode ser aplicada à nossa vida religiosa e à nossa fé em Deus. Vivemos dizendo ao Senhor, em nossas orações, que nós confiamos n’Ele, mas tantas vezes não agimos assim nas horas mais difíceis. Não aprendemos ainda a abandonar nossa vida nas mãos de Deus e a deixar que Ele a conduza conforme Sua vontade. Creio ser essa uma das mais profundas experiências religiosas que devemos viver. Como aquele garoto do trem precisamos viajar tranquilos no trem desta vida, certos de que o “maquinista” dela é o nosso Pai. Ele nos criou por amor e nos guia no Seu amor. Precisamos confiar nisso para ver a mão de Deus na nossa vida e sentir que a Sua face nos acompanha.
Há três versículos na Bíblia que repetem a mesma palavra de Deus: “O justo viverá pela fé” (Hb 2,4; Gl 3,11; Hb 10,38). E há um outro onde São Paulo nos ensinou que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6a). De fato, sem uma confiança profunda em Deus pela fé, é impossível fazermos a Sua vontade, pois essa se realiza em nossa vida na medida em que, pela fé, aceitamos os acontecimentos cotidianos.
Toda a Bíblia é um livro de fé que narra a aventura de muitos homens e mulheres que, agindo na fé, fizeram a vontade de Deus, vencendo obstáculos intransponíveis. Quando agimos na fé sentimos com clareza o que o anjo disse a Maria: “A Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1,37).
Jesus repreendia severamente os Seus discípulos quando eles fraquejavam na fé, e chamava-os de “homens fracos na fé”. Depois da tempestade acalmada, disse-lhes: “Por que este medo gente de pouca fé?” (Mt 8,26a). A Pedro, que afundara nas águas do mar de Tiberíades, Ele disse “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 14,31b).
Leia também: Confiança obstinada
Deus não pode agir em nossa vida quando não demonstramos confiança Nele e no Seu amor. O poder de Deus é liberado quando nos lançamos em Seus braços com toda a fé. O livro dos Salmos está repleto dessa profunda manifestação de fé em Deus. O rei Davi, que vivia pela fé, cantava:
“O Senhor é meu pastor, nada me faltará
Ainda que eu atravesse o vale escuro,
Nada temerei, pois estais comigo” (Sl 22,1.4a).
“O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei?
O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei Medo?” (Sl 26,1)
Essa jubilosa esperança em Deus, que faz brotar dos lábios do homem de fé palavras de confiança no Criador, é a sua força e alegria, mesmo nos momentos mais difíceis da vida. Nós também precisamos fazer crescer nossa fé, repetindo e vivendo essa esperança em Deus todos os dias, até que nossa vida e nosso futuro estejam completamente em Suas mãos. Essa fé é o único remédio disponível para o homem cansado e estressado de nossos dias. Enquanto as âncoras não estiverem presas no absoluto de Deus, não estaremos firmes. Só Deus, no Seu poder, é capaz de nos dar a segurança que está além de tudo  e de todos. Então poderemos cantar como o salmista:
“Só em Deus repousa minha alma,
Só dele me vem a salvação.
Só ele é meu rochedo e minha salvação;comofazeravontadededeus
Minha fortaleza: jamais vacilarei.
Ó povo, confia nele uma vez por todas” (Sl 61,2-3.9).
Assim poderemos viver felizes nesta vida, e tranquilos, como aquele menino que seguia no trem cujo maquinista era seu pai.
Prof. Felipe Aquino
(Retirado do livro: “Em Busca da Perfeição”)

A Espada do Espírito

bible1417729“Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus” (Ef 6,17).
São Paulo chamava a Palavra de Deus de a espada do Espírito Santo. Com isso, quis nos ensinar que a Escritura Sagrada é uma das mais importantes armas do cristão na luta contra o mundo das trevas. Após o apóstolo nos ter advertido de que o combate do cristão “não é contra homens de carne e sangue, mas contra os principados e protestades” (cf. Ef 6,12), isto é, contra os demônios, ele nos mandou vestir a “armadura de Deus” e concluiu: “Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus” (Ef 6,17).embuscadaperfeio
O próprio Jesus empunhou essa “espada espiritual quando enfrentou o tentador no deserto. Jesus conhecia muito bem a Bíblia e citava suas passagens em muitas ocasiões. No deserto, após os quarenta dias de jejum, quis como homem, sem usar de Suas prerrogativas divinas, enfrentar e vencer o tentador, principalmente para nos ensinar como enfrentá-lo e vencer também. É muito significativo que nas três vezes em que o tentador investiu com muita sutileza e sedução contra Jesus, o Senhor o tenha enfrentado e vencido pelas Escrituras. Nas três vezes consecutivas, o Senhor lança no rosto do tentador esta afirmação contundente: “Está escrito…”, como a dizer-lhe: “Para trás!”. Na primeira resposta, o Senhor já nos revela toda a força da palavra divina: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8,3b e Mt 4,4). Aí está a confirmação de que toda Palavra de Deus é essencial à nossa vida.
Perante ela, o demônio recuou… e novamente investiu contra o Senhor da glória. A resposta lhe veio fulminante: “Está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’” (citação livre de Dt 6,16 e Mt 4,7). É incrível, mas o tentador ousou usar o salmo 90, versículo 11, para tentar fazer o Senhor tropeçar. Por fim, o miserável insistiu uma última vez, oferecendo àquele que é o Senhor do universo, todas as glórias e reinos do mundo. Que ousadia! Novamente Jesus o afastou pela Escritura: “Para trás, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás’ (Dt 6,13)” (Mt 4,10). E o tentador imediatamente afastou-se dEle, “e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo” (Mt 4,11b).
Se Jesus usou tão incisivamente as Escrituras na hora da tentação, fica claro que também temos de fazer o mesmo. Contudo, só poderemos agir assim se atendermos a duas condições: primeira, conhecer muito bem a Bíblia; e, segunda, acreditar nela, no seu poder e eficácia. Não duvidar dela. São Paulo afirma com clareza: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo (…) discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12). A santa Palavra é viva e eficaz, quer dizer, tem em si poder. Foi por ela que Deus criou o céu e a terra e todos os seres visíveis e invisíveis. Quando o Senhor diz: “Faça-se! (Fiat)”, tudo acontece como Ele quer.
Ah, se nós crêssemos profundamente na Palavra de Deus, quantos milagres veríamos acontecer! Infelizmente nós a conhecemos pouco e também pouco confiamos nela. São Paulo não se cansava de recomendá-la. Disse a Timóteo, seu querido discípulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tm 3,16-17).
Sem o conhecimento e a vivência dessa santa Palavra, não nos tornaremos perfeitos e não estaremos capacitados para a boa obra.
Em outro lugar, o apóstolo insistiu junto ao discípulo com veemência: “Eu te conjuro (…) prega a Palavra, insiste oportuna e importunamente” (II Tm 4,1a.2a). Em outras palavras: “Não deixe de pregar a Palavra, Timóteo!”cpa_como_fazer_a_vontade_de_deus
Nas nossas lutas e aflições, tribulações e tentações, temos de ter nas mãos essa “espada do Espírito” bem afiada, para vencermos o bom combate espiritual. Quando nas suas insinuações maldosas o tentador quiser nos jogar contra Deus e contra as Suas santas leis, é preciso sabermos dizer-lhe também, como Jesus: “Para trás, pois está escrito: ‘Amarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás’ (Dt 6,4)” (citação livre de Mt 4,10).
“Obrigado, Senhor, pela Sua santa Palavra. Que nós possamos conhecê-la e amá-la cada dia mais, com o auxílio de Sua graça. Amém”
Prof. Felipe Aquino

Imagem da Virgem permanece intacta após incêndio em base militar


CLaF9QKWcAAL2SySegundo o site ACI, no dia 30 de julho, a onda de calor na Espanha provocou um incêndio que danificou o interior da base militar ‘El Goloso’, localizada no norte da capital. Quando apagaram o fogo ficaram surpreendidos, pois a imagem da Virgem Maria colocada neste local permaneceu intacta.
O escritor e jornalista José Maria Zavala publicou nas redes sociais, difundindo este fato por meio da sua conta no twitter.[Foto de sua autoria também]
Na foto, vemos que ao redor da imagem da Virgem a grama estava queimada e parecia que as chamas de fogo tivessem respeitado a zona que rodeava a imagem. Zavala acrescentou que a imagem de cor branca não escureceu por causa da fumaça.
A relação entre a base militar e a Virgem Maria tem uma longa história. Desde 2004, o Batalhão de Infantaria Carros de Combate Leão III/61 do Regimento de Infantaria Couraçada Alcázar de Toledo 61, o qual tem um quartel nesta base, está vinculado com a Irmandade de Nossa Senhora da Paz.
Este batalhão apoia a Irmandade durante as festas religiosas e as procissões, colaborando com a banda musical e com os que realizam escoltas em eventos solenes e são enviados a comissões de honra, e geralmente são aquelas que ficam diante das procissões para garantir a ordem.
No ano passado e como parte da celebração da festividade da Virgem da Paz, este batalhão recebeu o XXI Prêmio da Paz aos Valores Humanos concedido pela Irmandade Nossa Senhora da Paz em mérito às operações de paz que realizou há 20 anos em lugares como Líbano, Iraque, Haiti, Guatemala, Mali, Somália, Kosovo e Bósnia-Herzegovina.
A Irmandade destacou no seu site “a bravura, a entrega, a abnegação, a perseverança, o sacrifício e a generosidade” destes soldados. Acrescentaram que o batalhão esperou com “muito entusiasmo” este prêmio.
Segundo Madrid Press, o batalhão doou uma parte econômica do prêmio às Irmãs Servas de Maria Ministras dos Doentes, cujo carisma é cuidar dos doentes em suas casas.
Por Maria Ximena Rondón

5 passos para perdoar seu(sua) esposo(a)

casalbrigados1Apresentamos, a seguir, um exercício prático de cura para preparar-se para o caminho do perdão. Você pode realizá-lo durante o tempo que achar necessário, mas sugerimos que seja pelo menos por uma semana, no início.
Como cônjuges, precisam dedicar um espaço, um tempo para um diálogo sincero e aberto.
O exercício do perdão
1. O primeiro passo é individual: no momento de mais calma do dia para cada um, pegue um caderno e um lápis.problemascasamento
2. É o momento de serenar o coração e pensar: por que motivos meu cônjuge precisa me perdoar? Em que falhei ou estou falhando? Por que razões sou consciente de que preciso receber perdão? Aqui é muito importante recordar: você está se colocando no lugar dele(a). Seja consciente dos seus erros e dos defeitos que incomodam ou prejudicam a vida conjugal e familiar.
Nota: escrever tudo o que vier à sua mente. Tudo aquilo que humildemente você reconheça como motivos para pedir perdão. É importante fazer isso durante vários dias. Deixar de lado os pensamentos referentes às “ofensas recebidas”. Primeiro, é preciso reconhecer os próprios erros, suas dívidas com seu cônjuge.
3. Depois de vários dias (pelo menos uma semana) fazendo o exercício anterior, chegou a hora de fazer o contrário: uma lista das coisas que você precisa perdoar no seu cônjuge. Também aqui é preciso escrevê-las com a maior caridade e respeito possível, não condenando, deixando a porta aberta para o arrependimento.
4. Em um dia estabelecido, reservem um tempo (o mais longo possível) para compartilhar um com o outro o que escreveram durante o tempo de exercício individual. Se fizerem bem esta parte, os frutos podem ser maravilhosos.
Leia também: Problemas do casamento
5. Juntos, procurem um acordo para evitar, no futuro, aquilo que fere ou incomoda o outro. Também é o momento em que se materializa o perdão na renovação do amor, reconhecendo Deus como sua fonte. Pode surgir um propósito para ser revisado periodicamente. Cada casal encontrará a melhor maneira de dar continuidade a isso para o seu crescimento.
Algumas pautas para saber se estamos fazendo bem o exercício
– Vejo meus erros antes de apontar os do meu cônjuge?
– No momento de pensar sobre aquilo que tenho de perdoar no meu cônjuge, faço-o com respeito e compaixão?
– Não deixo nada de fora, por mais doloroso que seja?
– No momento de dialogar: evito as discussões, renuncio à atitude de justificar-me, dou ao meu cônjuge a oportunidade de explicar as situações? Acredito sinceramente no meu cônjuge?sereisumascarne
– Faço o exercício com pressa? Faço somente por compromisso, para agradar o outro? É um desejo e um encontro buscado e querido?
– Cresce em mim a convicção de que este é o caminho pelo qual podemos crescer no amor?

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Reflexão do Evangelho de hoje - Mt 22, 1-14

A proposta de Jesus é feita para todas as pessoas de boa vontade, mas exige resposta incondicional e adesão aos valores do Reino e ao seu projeto. Muitos valores da sociedade atual apresentam-se como concorrentes aos valores do Reino e fazem com que outras escolhas sejam possíveis, assim como a possibilidade de rejeição do projeto de Cristo. Mas também acontece que algumas pessoas dão a sua adesão ao projeto de Jesus, no entanto se tornam pessoas divididas porque não conseguem deixar os valores anteriores e a suas vidas são caracterizadas pela duplicidade. Essas pessoas participam do banquete, mas as suas vestes não são apropriadas.

Evangelho - Mt 22,1-14

Evangelho - Mt 22,1-14

Convidai para a festa todos os que encontrardes.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 22,1-14
Naquele tempo:
Jesus voltou a falar em parábolas
aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo,
2dizendo: 'O Reino dos Céus é como a história do rei
que preparou a festa de casamento do seu filho.
3E mandou os seus empregados
para chamar os convidados para a festa,
mas estes não quiseram vir.
4O rei mandou outros empregados, dizendo:
`Dizei aos convidados: já preparei o banquete,
os bois e os animais cevados já foram abatidos
e tudo está pronto. Vinde para a festa!'
5Mas os convidados não deram a menor atenção:
um foi para o seu campo, outro para os seus negócios,
6outros agarraram os empregados,
bateram neles e os mataram.
7O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar
aqueles assassinos e incendiar a cidade deles.
8Em seguida, o rei disse aos empregados:
`A festa de casamento está pronta,
mas os convidados não foram dignos dela.
9Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para a festa todos os que encontrardes.'
10Então os empregados saíram pelos caminhos
e reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
E a sala da festa ficou cheia de convidados.
11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou
ali um homem que não estava usando traje de festa
12e perguntou-lhe: `Amigo,
como entraste aqui sem o traje de festa?'
Mas o homem nada respondeu.
13Então o rei disse aos que serviam:
`Amarrai os pés e as mãos desse homem
e jogai-o fora, na escuridão!
Ali haverá choro e ranger de dentes'.
14Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos.'
Palavra da Salvação.

Salmo - Sl 39,5. 7-8a. 8b-9. 10 (R. Cf. 8a.9a)

R. Eis que venho fazer, com prazer,
a vossa vontade Senhor!

5É feliz quem a Deus se confia; +
quem não segue os que adoram os ídolos *
e se perdem por falsos caminhos.R.

7Sacrifício e oblação não quisestes,*
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,+
holocaustos por nossos pecados,*
8aE então eu vos disse: 'Eis que venho!'R.

8bSobre mim está escrito no livro:
9'Com prazer faço a vossa vontade,*
guardo em meu coração vossa lei!'R.

10Boas-novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;*
vós sabeis: não fechei os meus lábios!R.